Taxista é executado a tiros e deixado amarrado em ramal

Mistério envolve a morte do taxista A.M.N (29), cujo cadáver foi encontrado ontem de madrugada nas proximidades de uma fábrica de polpas de frutas no Ramal do Sinteac, no bairro Floresta Sul.

Foto: Reprodução

O trabalhador vestia calça jeans, camisa azul e sem sapato estava com as mãos amarradas para trás com cordas e com perfurações em diversas partes do corpo, inclusive na cabeça.

Pelo fato de o carro da vítima ter desaparecido, a polícia não descarta a hipótese de latrocínio (assalto seguido de morte), sem esquecer a possibilidade que o jovem tenha sido assassinado na briga entre facções, já que A.M.N tinha ligações com o submundo do crime.

De acordo com o tenente-coronel G.G, comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar sediado no Conjunto Universitário, por volta de 3h de ontem moradores da região ouviram vários disparos e usaram o telefone para manter contato com policiais de plantão que se deslocaram para o Ramal do Sinteac.

No local, depararam com A.M.N já morto. O cadáver apresentava várias perfurações de projéteis de arma de fogo no rosto, pescoço, tórax, costas e em uma das mãos, e também estava com as mãos atadas.

Os policiais constataram também que o automóvel dirigido pelo taxista tinha desaparecido, provavelmente levado pelos autores da execução. A polícia informou que A tinha envolvimento com facções e vinha sendo vítima de ameaças, levando-se a crer que tenha sido
morto na briga entre grupos criminosos, iniciada no ano passado e que já provocou mais de 200 mortes só na Capital.

O fato de o automóvel ter sumido não significa que a vítima tenha sido assassinada em função de um assalto necessariamente. O desaparecimento do veículo pode ser também uma maneira que atrapalhar os trabalhos de investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde o caso já está sendo apurado.

Antônio Carlos Batista
(Malvadeza)