Pilotos denunciam caos em pistas de aeroportos do interior do Estado

Aterrisar ou decolar da pista do aeroporto de Feijó, no interior do Acre, se tornou uma manobra perigosa e arriscada para pilotos e passageiros.

O espaço para pousos e decolagens de aeronaves de pequeno e médio porte está esburacado, mau sinalizado e com a vegetação invadindo a pista.

O maior problema são os muitos buracos na pista, que obrigam os pilotos a executarem manobras arriscadas para tirar ou colocar o avião no chão.

Na semana passada, a reportagem esteve no local. A pista, que tem 1.200 metros de extensão de fato apresenta dois trechos esburacados.

No maior deles, o buraco mede aproximadamente 1,5 metro, inutilizando quase que um dos lados.

O piloto de uma empresa de taxi aéreo que faz viagens diárias para Envira e Eirunepé disse que por causa dos buracos ele e outros colegas estão evitando operar em rotas que incluam a cidade de Feijó.

O piloto, que pediu para não ter o nome publicado, contou ainda que em muitos casos, mesmo com o risco eminente de ocorrer um acidente, ele e os colegas acabam por “encarar” a pista para não deixar os passageiros isolados.

No dia em que a equipe de reportagem esteve no aeroporto, operários do Deracre, que administra o local, trabalhavam na construção de uma cerca de isolamento entre o estacionamento e o acesso à pista.

O diretor do Deracre, Cristovão, explicou que o problema foi causado por aeronaves de grande porte do Exército Brasileiro, que aterrissaram na pista no início do mês, levando equipamentos para uma missão na região.

Segundo o diretor, a pista não tem capacidade para receber aviões com o porte dos que foram usados pelo Exército.

Cristovão disse que o Deracre vai realizar novo serviço de recuperação da pista nos próximos dias.

 

Da Redação