Metade dos jogos de Rio-SP tem erros de árbitros

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Depois de umas semana de discussão sobre arbitragem, metade dos jogos de mata-matas dos Estaduais do Rio de Janeiro e São Paulo teve erros crassos dos juízes. Foram três partidas (Flamengo x Vasco, Corinthians x Ponte Preta, e Palmeiras x Botafogo-SP) com falhas com potencial para influenciar no placar, em uma repetição do que já ocorria nas fases de classificação.

Durante a semana, houve questionamento ao fato de a Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, anunciar na camisa dos juízes do Paulista. Antes disso, o Fluminense botou em dúvida à atuação de árbitros no Rio por suposto favorecimento ao Vasco, aliado da Ferj (Federação do Rio). Como já dito aqui, as insinuações mancham os Estaduais, mesmo que seja improvável uma armação, e põem juízes sob pressão.

Não houve nenhuma manobra em favor de um time. Pelo contrário, os times que supostamente seriam favorecidos, Palmeiras e Vasco, foram prejudicados na rodada. A constatação é de que os árbitros são despreparados e erram em todas as direções, e as pressões políticas só pioram isso ao lhes botar uma carga extra.

Vamos aos fatos. No sábado, a Ponte Preta teve um gol legítimo anulado contra o Corinthians pela marcação de um impedimento inexistente pelo auxiliar Vicente Romano Neto. A falha foi crucial já que o time corintiano venceu por apenas um gol.

Na casa palmeirense, no domingo pela manhã,  o árbitro Marcelo Rogério deixou de dar um pênalti claro sobre Dudu em empurrão. Depois, o trio permitiu a sequência de lance impedido de Zé Roberto, do Botafogo-SP, que perdeu de frente goleiro. Esses foram apenas os piores erros mais graves contra o Palmeiras, prejudicado sabe se lá se com influência da discussão da semana ou não.

O clássico entre Flamengo e Vasco foi marcado pela violência, e omissão. No primeiro tempo, o volante Jonas acertou um chute na cara de Gilberto: foi poupado e levou um amarelo. Mais tarde, Marcelo Cirino deu solada em Guiñazu que também merecia expulsão. De novo, só advertência.

Com os jogadores conscientes da covardia do árbitro João Batista Arruda, a pancadaria imperou: Dagoberto empurrou Bressan. Foi uma agressão. Livrou-se e as agressões e pitis se acumularam até o final do jogo.

Pior até do que o que se viu na fase de classificação. Erros crassos ocorreram nos clássicos, Fla-Flu e Flue Vasco, no Rio. Em São Paulo, o árbitro de Palmeiras e São Paulo também teve decisões bastante questionadas, sem influenciar no placar. Em resumo, as polêmicas pioraram a arbitragem que já acumulava falhas. E teremos quatro clássicos por ai no próximo final de semana.