Lava-Jato mira fraude de mais R$ 70 milhões no sistema penitenciário no Rio de Janeiro

Em mais um desdobramento da Operação Lava-Jato agentes da Polícia Federal cumprem 14 mandados de prisão no Rio de Janeiro na manhã desta terça-feira (13). A suspeita é de superfaturamento e fraude no fornecimento de pão para presos. Entre os presos está delegado Marcelo Martins, atual Diretor Geral de Polícia Especializada e o ex-secretário de Administração Penitenciária na gestão do ex-governador Sérgio Cabral, o coronel César Rubens Monteiro de Carvalho. As informações são do portal G1.

JOSE LUCENA / ESTADÃO CONTEÚDO

Esta é a primeira vez que um policial civil é preso na Lava-Jato. O delegado é suspeito de receber mesada no esquema, em um período no qual ainda não ocupava o cargo atual. Um empresário, dono de uma empresa que fornecia os pães para o governo, também é procurado.
Agentes do Ministério Público Federal e também o Ministério Público Estadual participam da operação. São investigados os crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção, além de peculato (se apropriar do dinheiro público) e fraude. O MPF estima um desvio de R$ 73 milhões dos cofres públicos.
A fraude foi descoberta em maio de 2017, quando uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado apontou que os contribuintes pagavam duas vezes pelo pão, na compra da farinha e pelos pães prontos. O projeto previa a profissionalização dos presos e a cada três dias de trabalho os detentos poderiam ter a redução de um dia na pena. Uma auditoria detectou que o controle era falho. A suspeita é de que o benefício foi concedido até a detentos que não trabalharam.