Simulador de direção melhora desempenho de alunos 

O Estado do Acre, em 2014, foi o primeiro da Região Norte a exigir a obrigatoriedade de aulas em simuladores de direção para a retirada da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), na categoria B (carros).  Desde então, os proprietários de autoescolas e instrutores têm verificado melhor desempenho dos alunos nas aulas práticas com veículos.

O presidente do Sindicato das Autoescolas do Estado do Acre (Sincoauto), José Luiz, relata que o simulador é uma ferramenta que veio para somar, porque ajuda os candidatos a terem um primeiro contato com os comandos do veículo. Percebe-se que os alunos estão indo para as aulas práticas, no carro, com um melhor desempenho, segundo José.

Josemir Braga é instrutor há 10 anos, para ele, o simulador é como uma pré-escola. Após as aulas na máquina, na primeira aula prática com o veículo, o aluno já sabe mudar a marcha, sinalizar, ligar o carro e até mesmo o guiar pela cidade. Antes, eram necessárias, no mínimo, três aulas para ensinar os comandos básicos aos estudantes.

Ana de Fátima está na fase final do processo para retirar a CNH, falta apenas à prova prática. Para ela, o simulador passou a sensação de dirigir um carro de verdade, o que a deu mais segurança no momento de iniciar as aulas com o veículo.

 “É como se a gente tivesse dirigindo um carro mesmo, a gente tem um conhecimento melhor do veículo, ai quando vamos para a rua temos mais segurança, ajuda muito mesmo”, relata Ana.

No Acre, o único município que não tem a obrigatoriedade de aulas com o simulador é Santa Rosa do Purus, até mesmo por não possuir uma autoescola. Com isso, o município é atendido por Centros de Formação de Manuel Urbano. A CNH rural é outro caso em que os simuladores não são exigidos.

O projeto CNH Rural leva clínicas credenciadas, para os exames médicos e psicológicos, autoescolas para as aulas teóricas e práticas, nas comunidades rurais. Toda a estrutura do Detran/AC também é ofertada para a realização das provas teóricas e práticas.

Problemas

Adélia José de Almeida, proprietária da Autoescola Trovão 3, conta que desde que iniciou a obrigatoriedade dos simuladores, a empresa tem tido diversos problemas, pois o suporte técnico aos simuladores é pouco, no Acre. Quando a máquina dá problema, o centro de formação fica cerca de três dias sem o aparelho. “O aluno não compreende a demora, e somos nós que temos que dar uma resposta a eles”, relata.

Luiz reconhece o problema, e explica que o simulador é uma ferramenta que e precisa de manutenção, assim como um veículo e um computador.  “Existe sim essa deficiência, por não existir uma oficina fixa para prestar esse serviço. Porém, o sindicato está trabalhando para reduzir esta dificuldade”, diz o sindicalista.

Como solução, o Sincoauto está negociando a possibilidade de criar um centro com todos os simuladores das autoescolas, para que haja aparelhos reservas em casos de danos a uma das máquinas.

Da Redação