Acre investe mais de R$ 500 milhões para conter escalada da violência de facções

O  governo do estado do Acre investiu, em 2017, R$ 63 milhões a mais do que em 2016, na área de segurança pública. Foram R$ 512 milhões no ano passado, contra R$ 449 milhões em 2016. O Acre é o segundo estado no Brasil que mais investe em segurança pública, em relação ao número de habitantes. No Acre esse índice é de R$ 617,20 per capita

Isso mostra o esforço que o governo vem tendo para conter a onda de violência que assola o estado, e de resto todo o país. O Acre já é um dos Estados que melhor paga ao policial militar e civil e uma das unidades federativas com o maior número de policiais por habitante. O esforço possível para que o estado exerça seu poder contra o crime está sendo feito e os resultados aparecem, apesar da omissão do governo federal em suas atribuições.

A visita dá presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, que criticou o setor penitenciário acreano pode ser avaliada de duas maneiras. A ministra criticou o número de presos no estado e a quantidade de presos provisórios. Ao mesmo tempo em que mostra carências no sistema penitenciário, que serão em grande parte solucionados já este ano, com a inauguração de novas vagas em presídios, a primeira delas ainda este mês, em Cruzeiro do Sul, serve também como parâmetro da ação efetiva da polícia para prender os bandidos que se espalham por todos os municípios.

Reconhecidamente, o Acre é um dos estados que mais prende e mais rápido condena os malfeitores. O governador Tião Viana, que respondeu à ministra em nota oficial, foi o primeiro governante de estado a propor um encontro nacional para debater o tema da segurança. Na época ele convidou a ministra, mas não compareceu.

Disputa

O Acre é um dos Estados aonde existe a maior disputa entre facções do crime. Reportagem do Jornal Folha de São Paulo aponta que o PCC tem alta presença no Acre e está exterminando integrantes de facções rivais, para assumir o controle único das rotas de tráfico na região.

A expansão nacional do PCC teve impulso nos últimos quatro anos, quando autoridades estimam que a facção conseguiu batizar cerca de 18 mil novos membros, sendo 3.000 em cidades paulistas e outros 15 mil nos outros estados.

No mapa abaixo, os estados onde o PCC atua e a situação do Acre.