Marina evita rebater ataques de Dilma e diz: ‘Deus é maior’

candidata da Rede ao Planalto nas eleições 2018, Marina Silva, evitou rebater nesta segunda-feira, 3, as acusações feitas pela presidente cassada Dilma Rousseff (PT) em rede social, no sábado, 1º. A petista chamou a ex-companheira de partido de “dissimulada” e omissa.

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“Deus é maior”, disse Marina, por três vezes, após a insistência dos jornalistas por uma declaração. O partido da candidata foi um dos autores do pedido de cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a candidata costuma dizer que os dois são “farinha do mesmo saco, angu do mesmo caroço”, como justificativa por defender oimpeachment.

No sábado, Dilma utilizou sua conta no Twitter para responder diretamente à presidenciável. “De tanto se esconder e se omitir dos problemas do país, a ex-senadora Marina Silva, que sempre foi dissimulada, agora difama”, disse a petista. “As avaliações da ex-senadora procuram esconder sua notória omissão e seus equívocos políticos. Assim, não lhe reconheço qualquer autoridade política e ética para me avaliar”, completou, lembrando que, no segundo turno de 2014, Marina apoiou o então candidato Aécio Neves (PSDB).

Marina evitou comentar os ataques de Dilma, mas avaliou como correta a decisão liminar do TSE de suspender a veiculação da propaganda política do PT na rádio. “Está baseada na lei”, disse. “Ninguém que foi condenado em segunda instância pode ser candidato. E se a pessoa está reclusa, com certeza deve se estender também a mesma restrição”, completou.

Agora!

A candidata da Rede recebeu as propostas do movimento Agora!, do qual o apresentador Luciano Huck faz parte, em um ato no Largo da Batata, em São Paulo. Além de membros do grupo, algumas pessoas que passavam pelo local paravam para observar o evento, que, no auge, reuniu cerca de 40 pessoas.

No conjunto de propostas do movimento, há oito temas centrais: combate às desigualdades, sustentabilidade, segurança pública, reforma do Estado, educação, saúde, govtech e economia. A ex-ministra foi a segunda presidenciável a receber o movimento; o primeiro foi Alvaro Dias (Pode), no domingo, 2, no Paraná.

Durante sua fala, Marina rebateu acusações de ausência de propostas, quando se propõe a “debater”. “Não acho que debater seja ausência de proposta. Nós estamos vendo e prosperando no Brasil uma impaciência com a democracia”.