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Acre registra 20 casos de ameaças a magistrados

Os Estados da região Norte lideram os casos de ameaças contra magistrados, foi o que apontou uma pesquisa divulgada recentemente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os sete Estados somam 160 casos e o Acre desponta em quarto lugar, com 20 ameaças, enquanto Rondônia em terceiro, com 24 casos, Tocantins em segundo, com 27 e Roraima em primeiro lugar, com 43 casos.

Em contrapartida, o Pará registrou 19 ameaças, o Amazonas teve 17 casos e Amapá apenas 10 casos, conforme constatou o Diagnóstico da Segurança Institucional do Poder Judiciário.

“Há pessoas que não reconhecem que seus atos as colocaram em determinada situação e preferem culpar terceiros por sua prisão, perda da guarda de filhos e afastamento compulsório do lar”, diz uma experiente magistrada que preferiu não ser identificada.

Questionada sobre os motivos que poderiam levar às ameaças, a magistrada declarou que seria o “próprio exercício da judicatura”, mas evitou discorrer sobre o assunto, para não encorajar algumas pessoas que guardam mágoas a colocar em prática atos de violência contra servidores públicos designados para tal atribuição.

O levantamento do CNJ apontou que no ano passado, cerca de 110 magistrados foram ameaçados, sendo que 61% eram do sexo masculino e 39% das vítimas do sexo feminino.

A situação mais crítica é nos Estados de Alagoas e Roraima, com mais de 40 situações de ameaça a cada mil magistrados, número sete vezes maior que a média nacional. Apesar de 76% dos habitantes residirem no interior e apenas 24% nas capitais, o levantamento apontou que as ameaças ocorrem em maior incidência nas capitais do que no interior.

Cezar Negreiros