Gladson Cameli é o novo governador do Acre

Depois de exatos 20 anos de intervalo, Cruzeiro do Sul volta a eleger o governador do Acre e, não por mera coincidência, mas por desígnios do destino manifesto, o Acre passará a ser governado, a partir de primeiro de janeiro de 2019 pelo engenheiro e Senador Gladson Cameli, sobrinho do primeiro e único governador anterior oriundo do Juruá, Orleir Cameli. Com ideais bastante semelhantes e inspirados nas lições a seu tio, falecido em 2013, Gladson vai assumir o Governo do Acre com uma mensagem de renovação, esperança, mudança e trabalho. Representa um grande movimento de oposição que uniu o Acre de ponta a ponta e que lhe deu a vitória ainda no primeiro turno da eleição.

Aos 40 anos de idade, Gladson de Lima Cameli, que fará 41 em 28 de março, já empossado como Governador, acumula longa e vitoriosa experiência política, tendo passado pela Câmara Federal, em dois mandatos, pelo Senado, com uma votação consagradora e agora eleito para seu primeiro cargo executivo, ficando responsável pelo destino de quase um milhão de acreanos. Liderando uma forte e coesa coligação de 11 partidos, Gladson Cameli promete novos tempos, esperanças e novos rumos para o Acre, assegurando que será o governador de todos os moradores do Estado, sem perseguições e sem privilégios.

Família é a base da vida de Gladson

A valorização da família sempre foi um fator fundamental na vida de Gladson Cameli. Ele aprendeu com seus pais e compartilha com seu filho e com sua esposa a importância fundamental aos laços familiares. Gladson é casado com a advogada Ana Paula Correia da Silva Cameli, com quem tem um filho de quatro anos, Guilherme. Durante a campanha, Ana Paula, nas redes sociais, saiu em defesa do esposo, que sofreu ataques pessoais tem sua hora e em sua vida particular.

Gladson é filho empresário Eládio Cameli, hoje radicado em Manaus, proprietário de empresas que atuam nas áreas de navegação, construção civil e geração de energia, entre outras. Sua mãe é a senhora Linda Cameli. A família, tradicional no Vale do Juruá sempre apoiou as propostas e os desejos políticos de Gladson. Ainda no final do ano passado, em uma reunião em Cruzeiro do Sul, seus pais, tios maternos e paternos, primos e parentes próximos firmaram um forte pacto de apoio, centrado  na figura da avó paterna de Gladson, dona Marieta, grande matriarca e polo de união e respeito da família, sempre homenageada por todos.

São estes valores que, desde cedo, Gladson Cameli aprendeu em casa. Seu avô, Marmud ensinou seus filhos, entre eles o pai de Gladson, Eládio, o valor do trabalho duro, da grandeza moral e da palavra empenhada. O compromisso com a região, o amor à terra e aos mais necessitados. Os filhos transmitirão essa lição para gerações futuras, compromisso que Gladson leva adiante como valor permanente.

Quem é o novo governador

Gladson de Lima Cameli (Cruzeiro do Sul, 26 de março de 1978) é engenheiro, empresário e político brasileiro, filiado ao Partido Progressista (PP). Sé então era senador eleito pelo estado do Acre.

É bacharel em Engenharia civil desde 2001, formado pelo Instituto Luterano de Ensino Superior de Manaus (ULBRA), no Amazonas. Membro do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA/AC), exerce atividades profissionais como sócio da empresa pertencente à família. Pelo lado paterno, é sobrinho do ex-governador do estado do Acre, Orleir Cameli, filho do irmão caçula de Orleir, empresário da construção Eládio Cameli

É integrante da nova geração da família que se interessou em seguir a atividade política e conseguiu o incentivo e apoio de parentes e amigos de Orleir Cameli, que sempre buscaram quem representasse a volta de seus ideais na política, desde que o ex-governador se afastou da vida pública, ao fim de seu mandato, sob pesados ataques de várias frentes políticas, em acusações e intrigas  nunca provadas e que só tornaram o seu nome, por suas ideias realizações e propostas, um verdadeiro ícone político do Vale do Juruá, respeitado por todos.

Sempre foi nessa fonte de ensinamentos políticos e empresariais que o jovem Gladson Cameli se preparou para exercer suas atividades políticas. Desde cedo descobriu sua verdadeira vocação, de representar, em especial o povo do Juruá. E de todo o Acre na política.

Estreou na vida pública aos 28 anos quando eleito pela primeira vez para o mandato de deputado federal com 18.886 votos. Eleito pela segunda vez deputado nas eleições em 2010, com mais de 30 mil votos. Em outubro de 2009, foi condecorado com o Título de Cidadão Rio Branquense pela Câmara Municipal de Rio Branco. Nas eleições estaduais de 2014 elegeu-se senador pelo Acre.

Na Câmara dos Deputados, foi considerado por dois anos consecutivos, o campeão em liberação de recursos e emendas. Ele também apresentou projetos de lei importantes como a obrigatoriedade da instalação de câmeras de segurança nas escolas públicas. Foi relator do projeto da Zona de Processamento de Exportação. Foi presidente da Comissão da Amazônia, integrou a Comissão de Constituição e Justiça, uma das mais importantes do Congresso.

No Senado, Gladson, além dos projetos que apresentou, foi relator de matérias importantes, participou da Comissão do Impeachment e foi favorável a autorização para o processo e julgamento da ex-presidente da República Dilma Rousseff. Também titular das Comissões de Infraestrutura (CI), Desenvolvimento Regional (CDR), Educação, Cultura e Esporte (CE) entre outras. É segundo secretário da Mesa Diretora do Senado Federal.

O que devem ser os princípios e propostas do governo Gladson Cameli

Gladson Cameli foi eleito por uma ampla Coligação de oposição, composta pelos partidos PP / MDB / PSDB / DEM / PSD / PTB / PMN / SOLIDARIEDADE / PTC / PR e PPS, tendo como vice-governador o deputado federal Wherles Rocha, major da Polícia Militar do Acre. A campanha de Gladson Cameli teve um forte tom oposicionista ao governo estadual, que já ficou expresso no próprio nome da Aliança que o levou ao poder, Mudança e Competência.

A campanha baseou-se um plano de governo com 11 eixos temáticos e cinco princípios de governança, a saber:

Os cinco princípios que deverão nortear todas as ações governamentais e que servem como sinalizadores do comportamento do governo frente aos principais problemas que a sociedade

acreana passa no momento. São eles os pilares fundamentais a definição de um novo estilo de desenvolvimento, voltado para a geração de riqueza, a melhoria de qualidade de vida e o combate à pobreza do povo acreano.

  1. MODELO DE CRESCIMENTO ECONÔMICO BASEADO NA GERAÇÃO DE RIQUEZA: Nosso princípio fundamental é o compromisso com a produção de Riqueza e a melhoria em sua Distribuição. O Estado não é a instituição responsável diretamente pela criação de riqueza e, portanto, geração de emprego e renda, mas é o responsável por gerar um ambiente propício à tomada de decisões que induzam a ampliação do investimento produtivo.
  1. CUIDADO COM O MEIO- AMBIENTE: O crescimento das preocupações com as questões ambientais e, em particular, o aquecimento do planeta e perda de biodiversidade, colocaram a preservação da floresta Amazônica como uma questão de interesse internacional, ampliando os debates sobre a possibilidade de compatibilização entre crescimento econômico e preservação ambiental. Esse quadro de preocupações com a questão ambiental, evidencia a importância crescente da Amazônia pelas suas dimensões e riquezas naturais, mas, principalmente, porque os estudos e pesquisas sobre o meio ambiente estabeleceram um papel crucial dessa na resolução ou agravamento desses problemas. A sustentabilidade – crescimento econômico com justiça social e prudência ecológica –, impôs-se como princípio norteador de uma nova forma de relação do homem com a natureza e passou a estar presente em todos os fóruns de debates a respeito do desenvolvimento econômico. Para tanto, o respeito ao meio ambiente deve fazer parte do processo de geração de riqueza e não somente um impedimento a esse fator.
  2. AJUSTE DAS CONTAS PÚBLICAS: A constatação de que o atual governo gasta muito e gasta mal requer de imediato uma ação ampla no sentido de ajustar as contas públicas e estabelecer mecanismos de avaliação das políticas públicas. Isto implica na necessidade premente e indispensável de uma gestão pública baseada nos interesses e anseios de todos os acreanos e orientada no caminho do desenvolvimento econômico e social que a população anseia. É importante considerar que o gasto público se embasa em diretrizes políticas, na definição de objetivos e metas e a prioridade para a alocação dos recursos que visem os interesses e necessidades do conjunto da população, no apoio efetivo aos agentes econômicos e no processo de desenvolvimento de forma eficiente O sucesso das atividades econômicas, de projetos produtivos e as atividades de políticas públicas em todos os âmbitos da vida econômica, social e cultural, dependem da alocação eficiente de recursos orçamentários, técnicos, humanos e institucionais. É isto que define que a estrutura de gastos públicos tem que se adequar às prioridades, às políticas propostas pelo Governo, de forma realista e compatível com as reais possibilidades do Estado.

  1. VALORIZAÇÃO DO SERVIDOR PÚBLICO: O servidor público estadual é essencial para sociedade acreana e para o Estado enquanto ente federativo que oferta bens e serviços públicos à comunidade. A materialização das funções públicas só ocorre porque o Estado é composto por um quadro de servidores que faz acontecer, com as suas competências e qualidades, a oferta dos serviços e bens públicos que a comunidade precisa. Todavia, o grande avanço tecnológico e metodológico do Século XXI impõe desafios constantes à gestão pública e redefinem as competências que antes eram suficientes para a oferta eficiente no atendimento das demandas sociais. É papel do Estado possibilitar a qualificação dos servidores públicos, através de cursos, atualizações de rotinas, procedimentos, etc. conjugando a formação profissional com a pessoal, o Estado possibilitará ao Servidor o ambiente salutar e motivacional tão carente no espaço público. Ampliar as ações de qualificação e valorização do servidor público é ponto nuclear para construir uma máquina pública mais eficiente.
  2. RESGATE DOS VALORES DA FAMÍLIA – A ausência desse princípio é origem de muitos dos problemas sociais e econômicos enfrentados pelos cidadãos acreanos, sobretudo a baixa- estima e envolvem valores morais, culturais e familiares. Parte considerável desses problemas é resultado direto de políticas públicas, sobretudo na área de educação, saúde e segurança, com fundamentos ideológicos equivocados e que negam o papel da família como núcleo articulador e esteio de boas práticas e valores morais.

Principais propostas

Em seu plano de governo, Gladson Cameli lista onze principais propostas, que estão em destaque no site que conduziu a candidatura. São as seguintes as propostas do candidato:

  1. Abrir o Acre para desenvolvimento para gerar emprego e renda.
  2. Garantir a reforma e manutenção dos ramais.
  3. Convocar todos os concursados
  4. O fim da perseguição para produtores e funcionários públicos
  5. Contratar mais dois mil policiais.
  6. Instalar os batalhões nas fronteiras para garantir a segurança e combater o tráfico de drogas.
  7. Trazer de volta a polícia comunitária
  8. Instalar 4 novos colégios militares
  9. Concluir todas as obras inacabadas do governo estadual.
  10. Combater os desperdícios e o mau uso do dinheiro público.
  11. Tornar o Acre mais competitivo gerando Mais Emprego e renda.

Cruzeiro do Sul terá seu segundo governador na história democrática acreana

Na história do Acre e na questão acreana, o Alto Juruá tem uma narrativa própria, fruto das características geográficas da região. Os rios Purus e Juruá correm quase em paralelo, sem nenhuma forma de comunicação entre eles, isolados pela densa floresta tropical. Assim, os assentamentos humanos ao longo de suas calhas aconteceram de forma independente, embora ligados por interesses econômicos comuns, na tradicional economia da borracha.

A questão acreana, com suas batalhas e debates se deu na região de Porto Acre, no rio do mesmo nome, afluente do Purus. O Juruá, fronteiriço com o Peru, vivia outra realidade, a dos barracões e seringais isolados.

Quando o Acre foi anexado ao Brasil pelo Tratado de Petrópolis, a área do Juruá, avançando além da linha Cunha Gomes, antigo limite fronteiriço, era pouco mais que uma ficção geográfica, especialmente porque o governo peruano não participou das tratativas e nem as reconheceu.

Aí surge a figura do herói Marechal Gregório Thaumaturgo de Azevedo, que implantou a cidade de Cruzeiro do Sul, inicialmente na localidade denominada “Invencível”, na foz do Rio Moa e logo transferida para as terras mais propícias do seringal Centro Brasileiro, às margens do rio Juruá, em terreno adquirido pela União. Thaumaturgo de Azevedo fez o projeto da futura cidade, oficialmente implantada em 28 de setembro de 1904, segundo a tendência positivista e com um raro arrojo, prevendo largas avenidas, um eixo central e um traçado original para a época, que é mantido até hoje, em grande parte. A primeira contagem da população, à época da inauguração, marcava a presença de 50 moradores, mas o desenvolvimento de Cruzeiro do Sul foi rápido e constante. Hoje, é a segunda cidade mais populosa do estado, com mais de 80 mil habitantes

Desde seus primórdios, a história de Cruzeiro do Sul se confunde com a história da família Cameli, que começou quando o Imigrante libanês Mamed Cameli chegou a região, na segunda década do século 20 e. com o trabalho duro, se firmou como um dos pioneiros na formação econômica da nascente cidade. Seus descendentes, filhos e netos formaram algumas das famílias mais tradicionais da região. Além dos Cameli, há profundos laços de sangue com a família Messias e outras de pioneiros da região.

A representação política de Cruzeiro do Sul sempre foi uma luta sem tréguas. Por décadas, a cidade e a região ficaram isoladas, esquecidas pela administração do então território do Acre, que se concentrava em Rio Branco. A ideia original da área do Acre dividida em três administrações, sendo uma delas em Cruzeiro do Sul, logo foi abandonada pelo centralismo na região de Rio Branco, e o Juruá, pelas características próprias de sua geografia, ficou isolada dos acontecimentos políticos do Acre.

O resgate do Juruá começou com a vitoriosa e estrondosa campanha ao governo de Orleir Cameli, que havia sido eleito prefeito de Cruzeiro do Sul, em 1992, com uma votação histórica. Em 1994, Orleir comandou uma mudança radical de orientação política no estado, valorizando o interior, as ambições e reivindicações históricas e esquecidas do Vale do Juruá, estabelecendo como prioridades básicas de sua campanha e, posteriormente, de seu governo, construção das estradas, especialmente a BR-364 e a formulação de uma proposta de desenvolvimento integrado para o estado.

Orleir foi duramente combatido, mas nunca abriu mão de seus princípios. Ao fim de seu governo recolheu-se, não participando mais da vida pública, mas é reconhecido até hoje como o governador das estradas, da integração e líder máximo do Vale do Juruá

É neste ambiente Gladson Cameli foi criado, filho do irmão mais novo de Orleir, seu sócio é amigo eterno, Eládio. Junto com Orleir e outro irmão, Chiquinho, formaram uma aliança e sólida amizade e de êxito absoluto nos negócios, para toda a vida. Gladson sempre teve em mente a História da família, seus valores de trabalho, decência, os rígidos princípios morais que nortearam a vida de Orleir, de seu pai, tios e tias, as lembranças e necessidades do povo do Juruá. Este foi o fermento que fez Gladson Cameli optar pela vida pública. Apesar da resistência inicial de seus pais, por causa da campanha sórdida e inconsequente contra seu tio governador, Gladson conseguiu convencer toda a família sua vocação e de seus ideais, que representavam também as propostas mais legítimas do Povo de Cruzeiro do Sul e dos arredores. Desde a primeira vez que se candidatou a deputado federal, obtendo votações expressivas e crescentes, ele se firmou como o novo e grande líder da região.

Sua eleição para o Governo do Acre representa a volta de Cruzeiro do Sul a proeminência política regional e a vitória do interior e suas necessidades. Gladson representa a modernização dos ideais e reivindicações permanentes e fundamentais para o desenvolvimento do Acre, uma visão de integração e voltada para o futuro de uma região que lutou para ser brasileira e autônoma. E com essa estrutura e história que Gladson Cameli assume como o novo governador do Acre, eleito no primeiro turno.