PT, PSOL e PCdoB não conseguem eleger senadores no Norte e Centro-Oeste

Das 22 vagas abertas no Senado para os sete estados da região Norte do país e os quatro da região Centro Oeste, referentes às cadeiras cujos mandatos se encerram neste ano o MDB conquistou quatro vagas, o DEM três e o PSDB e o PSL, duas vagas. Os partidos PSD, REDE, PSC, PRB, SOLIDARIEDADE, PSD, PSB, PP e PRP conquistaram uma vaga cada. PT, PSOL e PCdoB não conseguiram eleger nenhum senador para a Casa do Congresso para as regiões.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Agência Brasil

Com a nova configuração, os partidos com maior número de parlamentares do Norte e Centro-Oeste no Senado são: MDB (6), DEM (4), PTB (3), PSDB (2), PP (2), PSD (2), PR (2) e PSL (2). O PT mantém apenas um senador representando o Pará,  Paulo Rocha, com mandato até 2022.

Parlamentares que, de alguma forma, marcaram a expressão do Senado nos últimos anos não conseguiram se reeleger na casa, como Romero Jucá (MDB), de Roraima, após três mandatos consecutivos, e autor da frase: “Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”, divulgada de um diálogo capturado pela Polícia Federal entre ele e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, em maio de 2016, onde se referiam à necessidade de acontecer o impeachment da ex-presidente Dilma para daí se chegar a um “grande acordo nacional (…) com o Supremo, com tudo” que manteria o então vice-presidente, Michel Temer (MDB), no poder.

Outro senador de extensa carreira legislativa e que não conseguiu se reeleger foi Cristovam Buarque (PPS). Buarque deixará o Senado após 16 anos de atividades na Casa. Ele ficou em terceiro lugar, com 12,06% dos votos, atrás de Leila do vôlei (PSB), com 17,76%, e Izalci Lucas (PSDB), 15,33% que foram eleitos para as vagas no Senado abertas para o Distrito Federal.

Em entrevista para o portal de notícias UOL, Cristovam Buarque culpou o Partido dos Trabalhadores (PT), do qual foi filiado de 1989 até 2005: “Até hoje tem gente que acha que sou do partido e por isso decidiu não votar em mim”, disse.

A amazonense Vanessa Grazziotin (PCdoB), uma das cinco senadoras que tentaram impedir, há pouco mais de um ano, a Reforma Trabalhista, quando ocuparam as cadeiras destinadas aos integrantes da Mesa Diretora no Senado, também não foi reeleita.

Dos 15 parlamentares que tentaram se reeleger, conseguiram: Sérgio Petecão (PSD), pelo Acre, Randolfe Rodrigues (REDE), pelo Amapá, Eduardo Braga (MDB), pelo Amazonas e Jader Barbalho (MDB), pelo Pará,

Além de Jucá, Cristovam e Grazziotin, não se elegeram: Jorge Viana (PT), pelo Acre, João Capiberibe (PSB), pelo Amapá, Flexa Ribeiro (PSDB), pelo Pará, Reditario Cassol (PP) e Valdir Raupp (MDB), por Rondônia,  ngela Portela (PDT), por Roraima, Ataídes Oliveira (PSDB), pelo Tocantins,, Hélio José (PROS), pelo Distrito Federal e Wilder Morais (DEM), por Goiás.

Acre

Sérgio Petecão (PSC) foi reeleito com 30,71% dos votos. A segunda vaga do Senado para o estado ficará com Márcio Bittar (MDB), que recebeu 23,28% dos votos. Jorge Viana, do PT, não se reelegeu.

A terceira vaga de Acre no Congresso é ocupada por Mailza Gomes (PP), suplente de Gladson (PP) que venceu ao governo do estado em primeiro turno com 53,71% dos votos válidos.

Amapá

Neste estado, o senador Randolfe Rodrigues (REDE), foi reeleito com 37,96% dos votos. A segunda vaga será ocupada por Lucas Barreto (PTB), que teve 18,38% do eleitorado. Saí do Congresso João Capiberibe (PSB), que não conseguiu se reeleger ficando em terceiro lugar com 17,94%. A terceira cadeira é ocupada por Davi Alcolumbre (DEM), com mandato até 2022.

Amazonas

Plínio Valério (PSDB) foi eleito com 25,36% e Eduardo Braga (MDB) reeleito com 18,45% dos votos, respectivamente e vão compor a três cadeiras que o estado tem no Senado ao lado de Omar Aziz (PSD). A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) não conseguiu a reeleição.

Pará

No Pará, Jader Barbalho (MDB) conseguiu a reeleição com 19,74% dos votos. Outro eleito foi Zequinha Marinho (PSC), com 19,62%. Flexa Ribeiro (PSDB) não conseguiu se reeleger e ficou em terceiro lugar com 16,25% dos votos válidos.

Barbalho e Marinho irão representar o estado ao lado do senador Paulo Rocha (PT), com mandato até 2022.

Rondônia 

Marcos Rogério (DEM) foi eleito com 24,06% dos votos, seguido por Confúcio Moura (MDB), com 17,06%. Saem do Senado Reditario Cassol (PP) e Valdir Raupp (MDB), os dois não reeleitos. Acir Gurgacz (PDT) continua com mandato até 2022.

Roraima

Em Roraima foram eleitos Chico Rodrigues (DEM), com 22,76%, e Mecias de Jesus (PRB), com 17,43% dos votos válidos. Os dois se tornaram colegas de Telmário Mota (PTB) com mandato representando o estado no Senado até 2022.

Romero Jucá (MDB) e  ngela Portela (PDT) que também disputaram não conseguiram se reeleger, ficando na terceira e quarta posições, respectivamente.

Tocantins

No estado venceram para as duas vagas abertas Eduardo Gomes (SOLIDARIEDADE) e Irajé Abreu (PSD), com 19,48% e 16,82% dos votos válidos, respectivamente.

Ataídes Oliveira (PSDB) não conseguiu se reeleger, e Kátia Abreu (PDT) deixou o mandato para concorrer a vice do candidato à presidência Ciro Gomes (PDT). Vicentinho Alves, do PR, continua mandato até 2022.

Distrito Federal

A ex-jogadora de vôlei Leila (PSB) vendeu um primeiro lugar a vaga para o Senado, com 17,76% dos votos. A segunda vaga será ocupada por Izalci Lucas (PSDB) que teve 15,33%  dos votos.

Além de Cristovam Buarque, não conseguiu se reeleger Hélio José (PROS), o senador que ficou famoso ainda este ano após sair na imprensa ser o recordista no número de funcionários (91) que herdou do mandato que recebeu como suplente de Rodrigo Rollemberg (PSB).

A terceira vaga do Distrito Federal no Senado continuará a ser ocupada, até 2022, por José Antônio Reguffe (S/Partido). Ao contrário de Hélio José, Reguffe é o parlamentar da Casa com a menor equipe: nove funcionários.

Goiás

Vanderlan Cardoso (PP) e Jorge Kajuru (PRP) foram eleitos senadores pelo estado com 31,35% e 28,23% dos votos, respectivamente. Continua na terceira cadeira de Goiás na Casa, o empresário Luiz Carlos do Carmo (MDB), suplente do senador Ronaldo Caiado (DEM), que venceu em primeiro turno a eleição ao governo do Estado, com 59,73% dos votos.

Saem do Senado Ione Guimarães (PTB), suplente de Lúcia Vânia (PSB-GO) e Wilder Morais (DEM), não reeleito.

Mato Grosso

No Mato Grosso, foram eleitos a Juiza Selma Arruda (PSL), com 24,66%, e Jayme Campos (DEM), com 17,82% do total de votos para senadores.

Deixam a função Cidinho Santos (PR), suplente do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi (PP), que decidiu não participar da disputa eleitoral, e José Medeiros (PODE). Este último senador entrou na Casa em 2015 como suplente do então candidato Pedro Taques (PSDB). No dia 31 de julho chegou a ter o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso (TRE-MT) deixando-o inelegível por 8 anos. Os juízes do tribunal consideraram que houve fraude na ata da convenção partidária que o ungiu como suplente.

A terceira cadeira do Mato Grosso no Senado continua sendo ocupada por Wellington Fagundes (PR), com mandato até 2022.

Mato Grosso do Sul

Nelsinho Trad, do PTB, foi eleito com 18,37% dos votos, e Soraya Thronicke, do PSL, com 16,19%.

Saem do Senado Pedro Chaves (PRB), que desistiu da candidatura em agosto, alegando questões pessoais, e Waldemir Moka (MDB), que não conseguiu se reeleger, ficando com 15,48% dos votos e em terceiro lugar.

Trad e Soraya vão representar o estado junto com Simone Tebet (MDB), com mandato até 2022.

O Senado por estados do Norte e Centro-Oeste até as próximas eleições legislativas: 

Acre

Sérgio Petecão (PSC) – até 2025

Márcio Bittar (MDB) – até 2025

Mailza Gomes (PP) – Até 2022

Amapá

Randolfe (REDE) – até 2025

Lucas Barreto (PTB) – até 2025

Davi Alcolumbre (DEM) – até 2022

Amazonas

Plinio Valerio (PSDB) – até 2025

Eduardo Braga (MDB) – até 2025

Omar Aziz (PSD) – até 2022

Pará

Jader Barbalho (MDB) – até 2025

Zequinha Marinho (PSC) – até 2025

Paulo Rocha (PT) – até 2022

Rondônia

Marcos Rogério (DEM) – até 2025

Confúcio Moura (MDB) – até 2025

Acir Gurgacz (PDT) – até 2022

Roraima

Chico Rodrigues (DEM) – 2025

Mecias de Jesus (PRB) – 2025

Telmário Mota (PTB) – 2022

Tocantins

Eduardo Gomes (SOLIDARIEDADE) – 2025

Irajé (PSD) – 2025

Vicentinho Alves (PR) – 2022

Distrito Federal

Leila do vôlei (PSB) – até 2025

Izalci (PSDB) – até 2025

Reguffe (S/Partido) – até 2022

Goiás

Vanderlan (PP) – até 2025

Jorge Kajuru (PRP) – até 2025

Luiz Carlos do Carmo (MDB) – até 2022

Mato Grosso

Juiza Selma Arruda (PSL) – 2025

Jayme Campos (DEM) – 2025

Wellington Fagundes (PR) – 2022

Mato Grosso do Sul

Nelsinho Trad (PTB) – 2025

Soraya Thronicke (PSL) – 2025

Simone Tebet (MDB) – 2022