VAR não errou na final da Copa do Brasil, idealizador no Brasil

Idealizador da implantação do árbitro de vídeo no futebol brasileiro, Manoel Serapião Filho afirma que o projeto inicial da CBF não contemplaria a revisão de lances como os da final da Copa do Brasil, entre Corinthians e Cruzeiro, realizada nesta quarta-feira (17).

Divulgação / CBF

Ele considera que Wagner Nascimento Magalhães, juiz da decisão, não errou na marcação do pênalti e na anulação de gol do Corinthians porque foram jogadas “interpretativas”.

Durante o segundo tempo, Magalhães marcou pênalti de Thiago Neves em Ralf. Depois anulou gol de Pedrinho por causa de uma falta anterior cometida sobre o zagueiro Dedé. Os lances foram definidos após o juiz revê-los em monitor colocado à beira do campo.

As duas equipes reclamaram das marcações. O Cruzeiro venceu por 2 a 1 no Itaquerão e conquistou o título da Copa do Brasil -na ida, havia vencido por 1 a 0.

Em ambas as jogadas, Wilton Pereira Sampaio, responsável pela arbitragem de vídeo da partida, recomendou a Magalhães que visse os replays para tomar uma decisão.

As interpretações dos árbitros mesmo com a ajuda do vídeo têm causado polêmicas porque o VAR, na teoria, foi implantado para acabar com lances duvidosos no futebol. Não é isso o que tem acontecido.

No projeto original, elaborado por Serapião Filho, lances como marcações de pênaltis e faltas não poderiam ser revistos. Apenas os que fossem indiscutíveis, como impedimento ou se a bola entrou ou não.

Na final do Mundial, o argentino Néstor Pitana marcou pênalti para a França quando a partida contra a Croácia estava empatada em 1 a 1. Ele usou a ajuda do VAR para ver toque de mão de Perisic na área. A marcação também causou controvérsia.

Sampaio foi o representante brasileiro no árbitro de vídeo na competição. Ele também foi escalado para a mesma função no Mundial de Clubes, a ser disputado em dezembro deste ano, nos Emirados Árabes.

Sergio Correa, coordenador do VAR no Brasil, disse que a CBF não pretende se pronunciar sobre os lances da decisão da Copa do Brasil.

Magalhães disse estar proibido pela comissão de arbitragem de fazer qualquer comentário sobre a partida desta quarta.