Coluna Bom Dia

Sem diploma
O Tribunal Regional Eleitoral aprovou, por maioria de votos, a suspensão da diplomação do pastor Manuel Marcos e da Dra. Juliana Rodrigues, presos na semana passada na Operação Santinhos sob acusação do uso do Fundo Eleitoral e Partidário para compra de votos e Caixa 2.

Menor
Com a decisão o Acre terá, até que seja julgado o mérito da Ação Judicial Eleitoral que pede a cassação dos dois, impetrada pelo Ministério Público Eleitoral – é o que estabelece a decisão – 23 deputados estaduais e sete deputados federais.

Na penal
Manuel Marcos, presidente da Câmara de Vereadores de Rio Branco, foi eleito deputado federal nas eleições de outubro. Juliana foi reeleita deputada estadual. Ambos são do PRB, partido da Igreja Universal e cumprem prisão preventiva por decisão da Justiça Federal do Acre

Renome
Para tentar se livrar da acusação, Juliana e Manuel Marcos contrataram o renomado jurista Odilardo Marques, especialista em causas eleitorais, mas há quem diga que este será um nó difícil dele desatar diante da robustez das provas dos autos.

Mais recursos
Depois do Ministério Público Estadual, ontem foi a vez de integrantes do Tribunal de Justiça, entre os quais o futuro presidente, desembargador Francisco Djalma, ir ao Presidente da Assembleia Legislativa pedir melhorias no volume de repasses ao Poder Judiciário no Orçamento Geral do Estado de 2019 em tramitação na Casa.

Sem condições
O presidente da Casa, deputado Ney Amorim atendeu ao grupo do judiciário, disse compreender as necessidades da corte, chamou a assessoria da Casa para ouvi-los e, ao final, precisou dizer que não há como aumentar os repasses estipulados.

Parecer técnico
Francisco Djalma não se deu por vencido e disse que vai pedir à sua equipe jurídica e econômica a elaboração de um relatório técnico para entregar ao governador eleito Gladson Cameli, ainda esta semana, com suas ponderações e necessidades. Não vai desistir fácil de mais recursos.

Estatais I
Há um impasse técnico entre analistas da Assembleia Legislativa e da Procuradoria Geral do Estado no que tange à fusão de estatais propostas na Reforma Administrativa do futuro governo. Os técnicos da Aleac entendem que a proposta não está correta, uma vez que fusão viola o principio de que cada empresa tem autonomia, inclusive administrativa, enquanto a PGE entende que isso não é impeditivo.

Estatais II
O debate sobre o tema foi acalorado ontem entre os técnicos do Estado e do Poder Legislativo e deve perdurar por todo o dia de hoje. Nenhum dos lados quer ceder e a PGE garante ter elementos para garantir a aprovação de sua proposta sem questionamentos jurídicos futuros.

Orçamento
O Orçamento do Estado para 2019 está cotado em R$ 4,2 bilhões e traz duros cortes em várias áreas, além de um aumento vegetativo estimado de 8% na chamada massa falida do Estado, além de um corte seco no custeio da mídia de nada menos que R$ 5 milhões.

Para onde vai
Os recursos retirados da verba da mídia não ficaram sem destino. Foram alocados na Polícia Militar do Acre, cumprindo assim uma promessa de campanha de Gladson Cameli. No papel é bonito, vamos ver se vai ter ação prática, uma vez que nenhum governo sobrevive sem propaganda dos seus feitos.

Merece
Uma coisa é inquestionável: a Polícia Militar merece esse aporte de recursos pelo importante serviço que presta à comunidade no combate à violência.

Afago político
Mas o novo governo não deixou de pensar nos seus aliados políticos no Orçamento. Consta lá recursos para emendas impositivas no valor de R$ 200 mil para cada deputado estadual usar nas áreas que melhor acharem. Ninguém tem dúvidas de que irão privilegiar regiões onde tiveram boa votação para ampliar a simpatia popular.

Nível Superior
A reforma administrativa que vai ser votada na Aleac conta com um capítulo interessante no que diz respeito aos ocupantes de cargos de secretário e direção de toda a gestão, que terão que obrigatoriamente ter nível superior.

Rigidez
Alguns técnicos da Aleac consideraram a medida rígida demais e há quem sugira que conste lá apenas “preferencialmente” e não “obrigatoriamente”, mas os responsáveis pela reforma não estão dispostos a ceder, ainda que isso possa causar problemas para a parte política.

Exemplo
Um caso concreto do problema, por exemplo, é a indicação do deputado Jairo Carvalho (PSD), que não foi reeleito, para uma assessoria especial do governador. Como não tem nível superior, Jairo não poderá assumir o cargo com a aprovação da reforma. E ele pode não ser o único.

Todo Poderoso?
Um fato dominante dentro da Assembleia Legislativa ontem dizia respeito a postura nem um pouco flexível do futuro chefe do Gabinete Civil Ribamar Trindade. É que ele evita sempre qualquer aproximação mais apurada, seja de técnicos da casa ou de políticos.

Longe
Há quem diga também que Trindade age sempre de forma desconfiada quando precisa tratar com políticos. Não é uma boa medida, mas as vezes se faz necessária quando se conhece a fundo a sede de cargos e recursos de alguns políticos.

Um pouco menos
Ainda sobre o futuro governo, há muitas reclamações sobre a rigidez em relação ao aspecto excessivamente técnico da composição da equipe, deixando quase sempre de lado o ingrediente político.

Dose
Na política como na vida, o que faz diferença entre o veneno e o remédio é a dose. A capacidade técnica é importante, mas não pode deixar de lado o componente político. Como dizem os antigos: nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Conseguiu
Depois de muito buscar, o professor Correinha finalmente foi contemplado com um cargo de destaque na Fundação Elias Mansour na próxima gestão e deve ditar as regras em uma boa parte da política cultural.

Candidato
Senador Petecão confirmou ontem à coluna que será mesmo candidato à presidência do Senado caso seu amigo e também senador Renan Calheiros não consiga viabilizar sua candidatura. Petecão é o reserva no. 1 do grupo que apoia Calheiros e tem chances reais de ser eleito.

Beatriz Cameli
Na saudação que na missa de posse do novo bispo de Cruzeiro do Sul, Dom Flávio, causou impacto a dala da ex-primeira dama Beatriz Cameli. Sua fala fluida eloquente empolgou a plateia. Quem esteve lá disse trata-se de um texto bem elaborado, e de certeza, foi feito por quem conhece e é identificado com a causa. A coluna aposta como o texto veio de fora do Estado.

Damares I
A noiva ministra dos Direitos Humanos e da Mulher, Damares Alves que conhece bem o Acre por já ter assessorado o ex-deputado Henrique Afonso e contar com vários amigos acreanos, foi muito elogiada pelo senador Petecão por sua nomeação, mas ontem parece que o senador mudou de ideia.

Damares II

É que Petecão pediu uma audiência com Damares para, segundo consta, tratar de interesses do Acre, mas passados 15 dias, não obteve qualquer resposta. Estava bravo ontem com o tratamento recebido.

Cargos
Dizem que o senador estaria em busca de uma conversa de pé de ouvido com a futura ministra visando a indicação de aliados seus para cargos federais da pasta no Estado, mas a notícia não foi confirmada.

Aumento
A Defensoria Pública do Acre pediu ontem a suspensão do aumento da energia. Em Rondônia a mobilização nesse sentido está grande e envolve até o Ministério Público. Trata-se de uma e medida salutar já que para a maioria da população o aumento é abusivo.

Aqui também
E no Norte já foi identificada a primeira vítima do médium João de Deus. Trata-se de uma paraense de 30 anos que disse ter sofrido os abusos no ano passado durante visita à Casa Dom Inácio, onde João de Deus fazia suas curas, em Abadiânia, interior de Goiás.

Exportação
Depois de exportar soja em abundância, Rondônia agora vai exportar borracha natural. No próximo ano estão previstas exportações de 200t somente para o Irã. O Acre já foi referência nesse setor no Brasil e está mais uma vez ficando pra trás.