Juventude sem rumo num estado capenga da competitividade

Ruim para todos, a crise fiscal está sendo pior para alguns Estados. A sétima edição do Ranking de Competitividade dos Estados mostrou dificuldades financeira preexistentes, gestão inadequada dos meios disponíveis, políticas públicas equivocadas ou ineficazes, entre outros fatores, juntaram-se aos efeitos da crise econômica sobre o comportamento das receitas públicas para retirar competitividade de 11 Estados, onde se inclui o Acre.
Foi notável a perda de posições do Acre. O Estado já não estava entre os mais bem classificados no ano passado (era o 19), mas na classificação deste ano se tornou o pior em termos de competitividade. Perdeu nada menos que oito posições. Embora não tão conhecidos do público nacional como os do Rio, os problemas de segurança pública no Acre são tão, ou mais, graves. Chegou a ser o segundo Estado com a segunda maior taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes (63,9), abaixo apenas do Rio Grande do Norte (68), de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Entre as capitais estaduais, a do Acre (Rio Branco) alcançou a maior taxa de morte violenta por habitante.

SEM ESTUDO E TRABALHO

O Percentual de jovens que não estudam a nem trabalham em Rio Branco chega a 12,4%, segundo dados do Atlas de Violência 2018 sobre os municípios com informações referentes a 2016. A taxa de desocupação de jovens chegou a 38,1%, nos jovens de 15 a 17 anos. O estudo mostrou que a capital acreana está entre os municípios que respondem por 50% das mortes violentas no Brasil. Em 2016, a metade das mortes violentas ocorreram em 123 municípios do país, que correspondem a 2,2% do total de cidades.
Conforme os dados, a taxa de desocupação de jovens também é maior nas cidades com mais assassinatos. Em Rio Branco, a taxa de desocupação de jovens chegou a 38,1% nos jovens de 15 a 17 anos, enquanto a média brasileira é de 29,12%.
A porcentagem de pessoas sem saneamento básico é de 0,5% nas cidades menos violentas e de 5,9% nas mais violentas. Em Rio Branco, a porcentagem é de 18,4%, ou seja, está acima da média nacional. Ainda segundo a pesquisa, os indicadores que se destacam nas cidades com mais mortes violentas são a desocupação de jovens e vulnerabilidade à pobreza.