Coluna Bom Dia

Receita

Dia tenso, muito tenso em todas as áreas políticas do Acre. Do governo até as oposições de esquerda e direita, um dia em que estado viveu um turbilhão na área política, administrativa e policial. A melhor receita ainda é a que nossas avós nos ensinaram: muita calma e canja de galinha, que não faz mal a ninguém.

Polícia

O dia começou com a matéria do portal UOL acusando o chefe da Polícia Civil, delegado Rêmulo Diniz de ligações perigosas com o Comando Vermelho, na esteira da denúncia antes feita e que envolveu o tenente J. Farias. Uma bomba atômica no colo do governo.

Decisão

O governo agiu rápido afastou o secretário, embora colocando um de seus aliados no cargo. Teve muito cuidado para preservar a reputação do policial e as escolhas que fez na área de segurança.

Disputa

A verdade é que o governo precisará fazer mais. Terá que se envolver na disputa de poder dentro da Polícia Civil, especialmente. As denúncias de conflitos entre dois grupos de Delegados pipocam nas redes sociais e já alcançam alguns sites de notícias. A situação é insustentável. A impressão que passa é de cobra engolindo cobra.

Commoram

Enquanto a briga e a troca de acusações acontecem na polícia, os bandidos comemoram. O mês termina com a média de uma morte por dia em confronto de facções. Isso é intolerável. O governo foi eleito para conter essa onda de violência. Será fortemente cobrado pela população que não vai assistir calmamente as desventuras e complicações na área de segurança.

Desmentidos

Acusações e desmentidos cruzaram o universo digital no dia de ontem. A coluna e a Tribuna mantém a posição que sempre adotaram em casos desse tipo. Quem tem que se pronunciar sobre a legalidade ou não dos atos praticados, a existência ou não de crime e justiça. Até uma decisão final, todos devem permanecer com o direito de serem considerados inocentes.

Certeza

Essa definição da Justiça valerá para punir ou não eventuais crimes e malfeitos, mas não resta dúvidas de que a honra, essa estrutura tão frágil, foi efetivamente atingida. Como os escândalos reais ou não, acontecidos no governo passado, a experiência que fica é que a pessoa acusada ou suspeita por maledicências e afirmações negativas tem sua honra imaculada. Sem condições políticas de reassumir ou permanecer em cargos públicos

Estranho

Fui muito estranha a nota divulgada pelo Gaeco, do Ministério Público. Ao mesmo tempo em que afirma que não estaria oficialmente investigando o delegado Rêmulo, diz textualmente que “informações existentes no inquérito que eventualmente possam caracterizar desvios de conduta ou atos ilícitos envolvendo a autoridade policial em questão foram encaminhadas pelos membros do Ministério Público que autuaram na investigação, no momento de oferecimento da denúncia, à Corregedoria de Policia Civil e à Promotoria Especializada no Controle Externo da Atividade Policial para fins de apuração”.

Ou seja

Ou seja, as informações existentes sobre o delegado estão sendo apuradas, enviadas pelo Gaeco à polícia civil e a outro setor dentro do Ministério Público. Muito esquisito o posicionamento. Afinal, existe ou não existe investigação?

O primeiro

E o governador Gladson Cameli tomou uma decisão rápida na questão do secretário de Polícia Civil acusado de relações com o Comando Vermelho, ao afastá-lo preventivamente para que o caso seja apurado.

Caneta

Gladson fez garantir a palavra que deu no primeiro dia de mandato: a caneta que nomeia é a mesma que exonera.

Gravidade

A situação na Polícia Civil é muito grave por conta da situação entre os delegados que fazem acusações mútuas uns contra os outros. Algo completamente desnecessário.

Sem comemoração

A oposição não pôde sequer esboçar um sorriso comemorando problemas no governo. Teve que estancar a sangria no alto comando do PT, dentro da família que construiu e ainda domina o partido no estado. O governador Tião Viana reagiu como um leão às mínimas insinuações de seu irmão, o senador em fim de mandato, Jorge Viana

Melindre

O conflito que estava fervendo nos bastidores, desde as eleições, transbordou de forma definitiva ontem e revelou que a crise dentro do PT é muito maior do que se imaginava. O partido está mais que simplesmente dividido em tendências. Está rachado, quebrado em várias partes que não mais se comunicam.

Ameaça

Os irmãos Jorge e Tião Viana andaram se estranhando ontem através das redes sociais. Jorge diz que perdeu a eleição por conta dos aliados do irmão e Tião rebateu dizendo que o irmão precisa ficar quieto, do contrário pode contar o que sabe. Só não disse o que seria.

Racha

Além do senador Jorge Viana, o deputado federal em fim de mandato Raimundo Angelim fez críticas fortes à ala contrária dentro do partido, a da Democracia Radical, que até então é hegemônica no PT acreano, com apoio de Tião Viana. Jorge já tinha um traçado caminhos diferentes. Agora o caldo entornou de vez.

Quem fica

A necessidade da mudança faz com que a renovação seja imprescindível dentro da esquerda. E ela atingirá fortemente o PT. A ala do senador Jorge Viana se mostra, no momento, mais organizada e preparada para tomar as rédeas hoje nas mãos do grupo mais ligado à antiga administração, e que ainda sente os efeitos da radical perda do Poder. Tudo isso será explicitado nas definições que aconteceram na eleição de 2020.

Não está morta

Mas da DR não está morta, ao contrário do que outras correntes desejam. O deputado Daniel Zen pertence à tendência e está forte na articulação dentro da estrutura de Educação do Estado.

O outro lado

Como se não bastasse as complicações do dia, quem renasceu na polêmica foi o candidato derrotado nas eleições, o Coronel Ulysses. Buscando o seu espaço, Ulysses atacou o governo e a oposição acusou o governador Gladson de “composições com a velha política petista.”

Críticas

O coronel derrotado no pleito apontou três razões para a crítica ao governo: a presença de Ney Amorim articulador político e” futuro candidato a Prefeito da oposição”, a “presença de comunistas na composição da mesa da Assembleia” e “cargos comissionados recheados de petistas, nepotistas e fichados na justiça”.

Choro

O candidato derrotado pela Coronel Ulysses, diz que “politicamente não defendemos os mesmos projetos, tão pouco (sic) compactuamos com as mesmas ideologias”. Bom, poderia ter lembrado que seu projeto e sua ideologia ficaram em apagado terceiro lugar nas eleições. Ou seja, a população do Acre não comprou suas ideias, que ele agora tenta impor ao governo vitorioso.

Articulação

É no meio de uma crise política dessa envergadura que se faz mais premente a necessidade de um articulador político experiente, isento, equidistante é de alta credibilidade para o governo. Esta pessoa ainda não foi encontrada pelo Governador Gladson Cameli. Nessas horas é que ele mais precisa de um anteparo, alguém que possa analisar riscos políticos e ajudá-lo a tomar decisões.

Pagou?

Deputado Ney Amorim terminou a gestão com uma nódoa: o sindicato dos servidores o acusou, com faixas em frente à Aleac, de não ter pago o décimo terceiro salário.

Negou

Mas a gestão nega que o décimo não tenha sido pago. O que faltou mesmo foi um residual do salário de janeiro que já está sendo pago ainda esta semana. Apesar da negativa a confusão foi grande.

Sem liberdade

O prefeito afastado do Quinari, André Maia teve mais um pedido de liberdade negado pela justiça. Já está há mais de 50 dias preso e assim deve permanecer por um bom tempo.

Tudo certo

E os deputados estaduais fumaram o cachimbo da paz. Todo mundo foi contemplado na composição da nova mesa diretora, inclusive com participação do MDB, que vai ficar com a segunda-secretaria e a presidência da Comissão de Constituição e Justiça.

Mesa diretora

O PC do B deve ficar com a primeira vice-presidência da mesa diretora da Assembleia, para o deputado Edvaldo Magalhães. Tudo caminha para que a eleição se dê por consenso, Um final feliz para todos os partidos.

Ordem

A ordem de votação deve ser: os deputados votam primeiro para Presidente, depois primeiro, segundo e terceiro vice, só depois primeiro-secretário e na sequência, segundo, terceiro, quarto e quinto secretário.

Aberto

O voto para a composição da mesa será aberto, seja, os deputados terão que dizer em voz alta em quem votam. Essa decisão decorre de emenda aprovada ainda no tempo em que o novo Senador Marcio Bittar foi deputado estadual.

Ajuste

De qualquer forma, a nova mesa diretora da Assembleia terá que fazer fortes ajustes na estrutura da casa, reduzindo drasticamente o número de servidores e de cargos. Foi apontado que na sede da Assembleia existem pelo menos 300 cargos de confiança e, na capital e nos Municípios, pelo menos 700 cargos à disposição dos deputados.

Lei

Se totalmente preenchidos, esses cargos fazem com que a assembleia estoure as margens da lei de responsabilidade fiscal. Haverá a necessidade de se fazer um ajuste, tal como está sendo feito no governo do estado e na prefeitura da capital.

Conflito

Ainda rende dentro do governo o conflito acontecido na reunião entre os marqueteiros e os ocupantes de cargos de chefia, essa semana. O ex-deputado Alércio Dias não gostou das colocações da equipe de marketing que distribuiu os louros da vitória ao conjunto de circunstâncias e apoios, diminuindo a influência de lideranças e partidos de modo personalizado. Alércio externou a insatisfação de muitos presentes à reunião.

Repúdio

A Associação Comercial do Acre – Acisa, manifestou seu repúdio ao ato unilateral de autorização de aumento sobre a tarifa de energia elétrica pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, com reajuste de 21,29%, no dia 11 de dezembro de 2018.A Acisa, em nota, afirma que é inadmissível que o consumidor pague a conta pela má gestão dessa entidade ao longo dos anos. Além disso, vê como abusivo o ajuste para os consumidores acreanos.