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Tiros deixam 10 mortos em escola de Suzano (SP)

Duas pessoas efetuaram disparos dentro de uma escola em Suzano (GrandeSão Paulo) matando ao menos sete pessoas no local na manhã de hoje, segundo informações da Polícia Militar. Antes, os assassinos mataram um comerciante na região. Os dois atiradores, que eram ex-alunos da unidade de ensino, cometeram suicídio, totalizando em dez o número de mortos na ação.

Foto: Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo

Entre os mortos na Escola Estadual Professor Raul Brasil, estão quatro alunos do ensino médio e dois funcionários, além dos dois atiradores. Há também o dono de uma loja de veículos, atacado antes da ação na escola, e outra vítima que morreu no hospital.

A Secretaria da Segurança Pública informou que os atiradores foram identificados como Guilherme Taucci Monteiro, 17, e Luiz Henrique de Castro, 25, e que ambos eram ex-alunos da escola. Não se sabe o que motivou o crime.

Reprodução/BOL

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi até o local do massacre. “A cena mais triste que já assisti em toda minha vida e fico muito triste que este fato ocorra no nosso país e aqui em São Paulo”, disse o governador.

O governo do estado informou que outras noves pessoas ficaram feridas. Ainda não há informações sobre seus estados de saúde deles.

Foto: Nelson Almeida/AFP

A Escola Estadual Raul Brasil fica na rua Otavio Miguel da Silva, no bairro Parque Suzano. Segundo o Censo Escolar 2017, a unidade de ensino tem 105 funcionários e 1.067 alunos. Os estudantes são do 5º ano ao ensino médio, sendo a maioria alunos de ensino médio.

Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

Assassinos eram ex-alunos de escola de Suzano

Os dois assassinos que mataram oito pessoas em Suzano eram ex-estudantes da escola estadual Raul Brasil, disse o secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos. Segundo o secretário, ainda não se sabe a motivação do crime. “É a grande busca: qual foi a motivação dos antigos alunos”, disse Campos. Buscas na casa dos assassinos aconteceram e recolheram pertences deles.

Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, e Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos (Foto: Reprodução)

Os assassinos são Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Henrique de Castro, de 25 anos. Monteiro deixou a escola no ano passado após “problemas” –o secretário não foi claro se ele foi expulso ou se saiu por conta própria.

Reprodução

Os dois aparentemente foram recebidos por Marilena Ferreira Vieira Umezo, coordenadora pedagógica, afirmou o secretário de Segurança. Não se sabe se os assassinos chegaram à escola encapuzados.

As vítimas na escola

Os alunos que morreram são:
  • Pablo Henrique Rodrigues;
  • Cleiton Antônio Ribeiro;
  • Samuel Melquíades Silva de Oliveira;
  • Douglas Murilo Celestino;
  • e Caio Oliveira.
As funcionárias que morreram:
  • Eliana Regina de Oliveira Xavier;
  • e Marilena Ferreira Vieira Umezo (que seria coordenadora pedagógica)

Como foi a ação

Segundo Salles, antes de chegar à escola, os dois atiradores dispararam contra o dono de uma loja de veículos próximo a unidade de ensino. O homem, identificado como Jorge Antonio Morais, 51, foi socorrido de helicóptero para o Hospital das Clínicas, na capital paulista, mas não resistiu.

Foto: Arquivo Pessoal

Do lava-rápido, eles se dirigiram à escola. Um vídeo de uma câmera de segurança mostra os dois atiradores chegando na escola em um carro branco, em frente à entrada da unidade de ensino.

Foto: Arquivo Pessoal

Eles entraram pela porta da frente, atiraram contra a coordenadora pedagógica e contra outra funcionária da escola. “Estava na hora do lanche. Eles se dirigiram ao pátio, atiraram em mais quatro alunos do ensino médio. Nesse horário, só tínhamos alunos do ensino médio”, disse Salles.

Foto: Arquivo Pessoal

Do pátio, os atiradores seguiram em direção ao centro de línguas. “Os alunos do centro de língua se fecharam na sala junto com a professora e eles [os atiradores] se suicidaram no corredor”, concluiu.

Assassinos usaram revólver e besta

Ainda segundo Salles, os dois usaram um revólver calibre 38 e uma besta (espécie de arco e flecha disparado por um gatilho). Eles fizeram uso de quatro carregadores de munição, conhecidos como jet loaders.

Foto: Arquivo Pessoal

“É uma ação vil, totalmente imponderada. Eu tenho 34 anos de serviço e não tinha visto ainda uma ocorrência com um artefato desse, a besta. Totalmente despropositado e imponderável”, disse Salles.

Foto: Juliane Monteiro e Rodrigo Cunha/G1

  • Dentro da escola, a polícia encontrou:
  • um revólver 38;
  • quatro jet luders, que são plásticos para recarregamento de arma;
  • uma besta (um tipo de arco e flecha que dispara na horizontal);
  • um arco e flecha tradicional;
  • garrafas que aparentam ser coquetéis molotov;
  • um dos autores do ataque tinha uma espécie de machado na cintura.
  • há ainda uma mala com fios.

Testemunhas relatam pânico

Uma mulher que se identificou apenas como Andrea contou, em entrevista à GloboNews, que a filha de 15 anos estuda na escola e contou que era hora do intervalo, escutou um tiro e achou que era uma bomba.

Foto: Maiara Barbosa/G1

“Aí [ela disse que] escutou outro tiro e ouviu gente falando: “corre, corre”. Os alunos correram em direção ao banheiro, se tumultuaram lá e eles [os atiradores] não pararam de atirar”, disse.

Um aluno que não foi identificado falou à CBN que viu um dos alunos parado em choque e que ele levou dois tiros, no peito e na barriga. “Eu só olhei para o meu irmão, peguei meu irmão e a gente só correu”, contou. Com informações UOL