Prefeitura realiza Conferência Municipal de Saúde

Com o tema Democracia e Saúde: Saúde como Direito, Consolidação e Financiamento do SUS, a Prefeitura de Rio Branco promoveu nos dias 11 e 12 de abril a 9ª Conferência Municipal de Saúde. Na oportunidade, os trabalhadores, usuários e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS), elaboraram as políticas públicas à serem implementadas na capital nos próximos quatro anos, com o objetivo de garantir que não haja retrocesso nos serviços. Na oportunidade, foram eleitos, de forma paritária, os 40 delegados que irão participar da Etapa Estadual, prevista para ser realizada em junho.

 O evento ocorreu no auditório do Centro Universitário Uninorte e foi realizado por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do Conselho Municipal de Saúde. Segundo Oteniel Almeida, secretário de saúde de Rio Branco, com o congelamento dos gastos por 20 anos pelo governo federal, o SUS, que é um patrimônio brasileiro, corre risco de desidratar. “No Brasil, se a sociedade não se mobilizar o SUS não irá sobreviver”, alertou.

Gláucio Ney Shiroma Oshiro, da Promotoria de Saúde do Ministério Público do Acre, foi um dos palestrantes da conferência. “Estamos num momento delicado, financiamentos para a área de saúde estão cada vez mais escassos e fontes de receitas são disputadas pelos mais diversos setores. Precisa ser entendido que sem o SUS a gente não consegue viver enquanto sociedade”, disse Oshiro. A Conferência Nacional de Saúde será realizada em agosto. Os participantes são representantes de instituições ligadas à saúde que vão analisar as prioridades locais e formular propostas no âmbito dos municípios, dos estados e da união. Para o vereador Rodrigo Forneck, líder da prefeita Socorro Neri na Câmara, hoje, o maior desafio é como garantir saúde pública de qualidade para o maior número de cidadãos e consequentemente seu financiamento. “Aqui começamos apontar soluções para financiemos da saúde pública em Rio Branco”, observa.

 O deputado estadual Jenilson Leite destacou durante a conferência que o país vive uma tentativa de diminuição do SUS e, com isso, só quem perde é a população que mais precisa. “Temos visto gestores com pensamento voltado pra mercantilização e subestimando ao gestor público”, alertou.

 O secretário de saúde do Estado, Alysson Bestene, enalteceu o trabalho do município no tocante a realização da conferência e destacou o fórum como uma boa forma de aproximação com a população. Bestene acrescentou que sua gestão pretende fortalecer parcerias com os municípios com foco na atenção básica de saúde. Alesta Amâncio da Costa, presidente do Conselho Municipal de Saúde, ressaltou que as conferências são espaços potentes de participação política da população em defesa da saúde como direito da coletividade, da democratização do Sistema Único de Saúde e do bem-estar das pessoas.

Pedro Paulo/DECOMFotos Assis Lima/DECOM