Para Andrés Sanchez, pedido de Guerrero é alto

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Com a ressalva de que a decisão não é sua, mas sim do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez deu a sua opinião neste domingo a respeito da situação de Paolo Guerrero. O peruano tem contrato com o clube até 15 de julho e tem pedido US$ 7 milhões apenas como prêmio pela assinatura de um novo acordo.

“Se for com o que está pedindo, se não abaixar, a minha opinião é de que não renovem. Ele que vá para o Palmeiras, Flamengo, São Paulo, para onde quiser ir. É direito dele. Ninguém tem que ficar bravo. Se ele estivesse mal, estaria tomando pontapé. Ele está no papel dele. Não tem mercenário”, disse o superintendente de futebol, no Mesa Redonda, da TV Gazeta.

Embora tenha sido o presidente mais vitorioso da história do clube, Andrés advertiu que se limita a conversar com os demais membros da diretoria.

“Quem está negociando é o Roberto (de Andrade, atual mandatário)”, falou, não sem ressaltar novamente seu entendimento sobre o negócio com o centroavante.

“Não cabe o que estão pedindo. Quem vai decidir é o presidente. ‘Pô, mas ele vai para o Palmeiras’. Que seja feliz. Agradecemos por tudo o que ele fez em campo, o gol do Mundial. Mas também não fez de graça. Ele que vá jogar onde quiser. É minha opinião, e já dei”, falou.

Dificulta a negociação o fato de o Corinthians dever dinheiro a vários jogadores do elenco. Neste momento, o atleta já poderia assinar um pré-contrato com qualquer clube, mas já afirmou publicamente que sua prioridade é permanecer vestindo a camisa alvinegra, ainda que não se descarte mais a hipótese de defender outro clube brasileiro.

“Sinto que ele tem vontade de continuar, o Corinthians também. Mas ele tem que viver a vida dele. E o Corinthians tem que viver a sua”, avaliou Andrés, que não duvida que outro clube possa pagar o que pede o peruano. “Infelizmente, no Brasil, temos louco para tudo, principalmente no futebol”.