Ministro ironiza reitores ao falar de tolerância e pluralidade

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, ironizou nas redes sociais os reitores de universidades federais ao falar de tolerância e pluralidade.

(Cristiano Mariz/VEJA)

“Para quem conhece universidades federais, perguntar sobre tolerância ou pluralidade aos reitores (ditos) de esquerda faz tanto sentido quanto pedir sugestões sobre doces a diabéticos”, escreveu Weintraub no Twitter na manhã desta quarta-feira, dia 1°.

O ministro abriu uma crise com as federais ao indicar nesta semana que três universidades, a UnB, a UFBA e a UFF, teriam bloqueios de 30% dos recursos orçamentários por motivos ideológicos. A iniciativa foi considerada inconstitucional por especialistas ouvidos pela Folha de S.Paulo.

Na noite de terça-feira (30 de abril), o MEC mudou o entendimento e estendeu a todas federais o mesmo percentual de bloqueio.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, disse que os cortes a essas três instituições tinham ligação a atividades políticas ocorridas nessas unidades, o que ele havia chamado de balbúrdia, bagunça e evento ridículo. As universidades reagiram e defenderam a pluralidade de atividades dentro da universidade. 

Weintraub ainda fez menção a um suposto baixo desempenho das instituições, o que não é confirmado pelos indicadores. As três federais ficaram entre as 20 melhores universidades do país na última edição do RUF (Ranking Universitário Folha). 

A principal marca do discurso de Bolsonaro sobre educação é a perseguição a uma suposta doutrinação de esquerda que seria predominante nas universidades públicas, sobretudo em humanas. A luta contra o chamado marxismo cultural é a espinha ideológica do governo.

Recentemente, Bolsonaro declarou nas redes sociais que “poucas universidades têm pesquisa, e, dessas poucas, a grande parte está na iniciativa privada”. O que não é verdade -as universidades públicas concentram praticamente toda produção de pesquisa no país. Informações Portal O Dia.