Registrado o mês de maio mais chuvoso dos últimos anos

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Há muitos anos a cidade de Rio Branco não passava por um inverno tão rigoroso. A cota do rio Acre atingiu a média histórica de 18,40 metros, registrada no dia quatro de março, atingindo cinquenta e três bairros e diretamente mais de cem mil pessoas, deixando debaixo d’água cerca de 25% da cidade.
Agora no mês de maio, de acordo com os levantamentos da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), já choveu nos primeiros dezessete dias do mês o equivalente a duzentos e quarenta e seis milímetros (246 mm), quando a média histórica é de aproximadamente cem milímetros (100 mm).
Isso significa, de acordo com o tenente-coronel George Santos, coordenador municipal da Defesa Civil, que já choveu duas vezes e meia o equivalente a média histórica, fazendo com que os trabalhos de monitoramento sejam intensificados, principalmente nos últimos dias.
Para se ter uma ideia das consequências das chuvas que caíram em nossa cidade nos últimos dias, o rio Acre, nesta segunda-feira, estava na cota de 10,49 metros, quando a média histórica para o mês de maio é de seis metros. “Historicamente, maio costuma ser um mês de transição entre o inverno e o verão, mas está chovendo além do esperado”, destacou.
Como consequência das chuvas intensas, principalmente no mês de maio, acontece a saturação do solo, dificultando trabalhos importantes, como a manutenção viária. Na Rua Monte Líbano, no bairro Novo Horizonte, por exemplo, a prefeitura de Rio Branco está utilizando pedra rachão para realizar os serviços de tapa buracos, já que a piçarra, que normalmente é utilizada, não serve para os períodos chuvosos.
Outra grave consequência das chuvas é o risco de desmoronamento e desbarrancamento, principalmente em áreas próximas ao rio Acre. Por isso, o tenente-coronel George Santos informa que a Defesa Civil realiza o monitoramento dessas áreas a fim de evitar danos à população.