Coluna Bom Dia

Não sai

O governador Gladson Cameli já mandou avisar que o secretário Paulo Wadt está cumprindo as missões que recebeu do governo e que ele não sai, que não cederá às pressões. O recado foi dado de forma clara.

Indicação

Na entrevista exclusiva que deu ao jornal A TRIBUNA, por ocasião dos 100 dias de governo, Gladson já havia deixado claro que, apesar de ter sido indicado por seu vice, Major Rocha, o secretário estava agora em sua cota pessoal e que ele estava muito satisfeito com seu trabalho.

Pressão

Em publicação nas redes sociais, Paulo Wadt havia denunciado as tentativas de desgaste que vinha sofrendo e não disse, mas é fato reconhecido que sua ação, para recuperar equipamentos do governo em poder de fazendeiros e empresários causou forte reação. Só que ele cumpriu as determinações do governador.

Reunião

O vice-governador Major Rocha disse que levaria o caso a uma reunião com Gladson, mas o governador está atento aos interesses por trás de uma possível exoneração de seu secretário e dificilmente cederá.

Segurança

O vice-governador Rocha também está com problemas na outra área sob sua influência no governo, que é a Segurança Pública. Tanto a Polícia Militar quanto a Civil estão se transformando em um ninho de intrigas, de briga de grupos, de complicações entre setores. A base do vice-governador na política não está se sentindo prestigiada.

Bravata

O vice já admitiu que os problemas de Segurança Pública são mais difíceis que o que esperava, que não é com bravatas que resolverá o caso. Ele sabe que não pode comemorar a diminuição da violência, que é aparente e ilusória e que a guerra declarada das facções pode voltar a qualquer momento.

Desunida

Nesse caso, uma força de segurança desunida e em crise é o que os bandidos desejam. Na segurança pública não pode entrar a política.

Viagem

O governador Gladson Cameli saiu ontem mais cedo de Caquetá, na Colômbia e foi conhecer Cartagena. Com certeza, ficou a par do extraordinário programa social daquela cidade, que é exemplo em todo o mundo, das Redes de Bibliotecas e Centros culturais.

Combate à violência

Para combater a violência dos cartéis de drogas e a extrema pobreza, há muitos anos Cartagena investiu em uma inusitada rede de bibliotecas comunitárias. Contratou grandes arquitetos que projetaram prédios bonitos, modernos e funcionais no centro de áreas mais pobres, para instalar polos de cultura e de livros. A comunidade abraçou a ideia, as bibliotecas viraram ponto de encontro de jovens, com atividades escolares e esportivas.

Índices

Os índices de depredação de escolas e prédios públicos decaíram muito, a Educação teve acentuada melhoria, a violência foi contida e a comunidade se sentiu valorizada. Uma experiência que poderia ser transportada para o Acre.

Ufac

Enquanto isso, no Brasil, a situação é de calamidade. Ontem, a professora Margarida Aquino, reitora da Ufac, revelou que a universidade sofreu corte estimado em R$ 15 milhões e, com isso, a sua própria sobrevivência está ameaçada.

Paralisação

Todas as atividades de pesquisa, inclusive de dengue e de áreas em que a Ufac é considerada de ponta podem parar. O corte foi decidido pelo governo federal. Triste.

Ifac

Se a situação está ruim na Ufac, está muito pior no Ifac, que também sofrerá cortes de verbas que podem inviabilizar sua existência. Sem contar os prejuízos com o incêndio em sua sede em Cruzeiro do Sul. A situação é preocupante.

Ferrovia

Um dos pontos debatidos pelo governador na Colômbia foi a possível construção de uma ferrovia entre Cruzeiro do Sul a Pucallpa, para integração entre Peru e Brasil. Um grupo de trabalho será constituído para isso.

Sonho

Essa ferrovia é um velho sonho, mas as dificuldades para sua concretização são imensas, não só pela infraestrutura necessária, pelos imensos desafios tecnológicos de uma obra na selva, como pelas questões geopolíticas e interesses econômicos.

Torcida

A torcida é para que se concretize, mas a coluna é cética nesse aspecto. Vide o exemplo da ferrovia Norte-sul, da Transnordestina e de outras ferrovias no país que não se completam há anos.

Indicação

A indicação de Leilane Ribeiro para a Acreprevidência não vem encontrando a unanimidade esperada. Setores da oposição vão questionar duramente as credenciais da indicada para o cargo. A oposição está circulando o boato de que a indicada não teria sequer o nível médio para um cargo em que se exige o curso superior. Ela terá que comprovar isso e mais a experiência necessária para a função.

Não abre mão

Mas o governador não vai abrir mão de sua indicação, Ele não enfrentaria o desgaste de outra reprovação da Assembleia Legislativa. Todos os esforços estão sendo feitos.

Para que serve?

A cada dia vem diminuindo a presença, a importância, a posição da Federação das Indústrias do Estado. A entidade está fora de todas as discussões importantes sobre o futuro do Acre, mais preocupada em ocupar espaço político para alguns de seus integrantes.

Indutora

A Fieac, que deveria ser a indutora do debate sobre o futuro econômico do Estado, está alijada, por falta de diálogo e de representatividade, das discussões. Nem mais seu auditório está sendo usado pelos empresários para debates. É preciso repensar com urgência sua inserção na sociedade acreana.

MDB

O deputado Roberto Duarte assumiu o comando da executiva do MDB e com isso viabilizou de vez sua candidatura a prefeito da Capital. Em que pese não manter boas relações com o governo, do qual seu partido deveria fazer parte da base, ele é prestigiado na legenda.

Saco de gatos

O governador deve desembarcar este fim de semana no Estado e tem imensos desafios pela frente, pois crises estão estourando em toda parte. Novamente, Gladson deve dar um freio de arrumação e mostrar sua liderança. É o único caminho.

Fábula

O governo parece aquela fábula, de que quando o gato sai, os ratinhos fazem a festa. Basta Gladson viajar que as crises estouram. Ele volta, resolve, mas logo depois, a bomba cai em outro lugar. Já é mais que tempo dessas intrigas acabarem.

Brasília

E na próxima semana, o governador deve ir a Brasília, a chamado do presidente do Congresso, deputado Rodrigo Maia, para debater a Reforma da Previdência.

Réus

O Ministério Público Federal denunciou três mil réus e vai processá-los por desmate ilegal na Amazônia. É uma ação frontalmente contra a política oficial do Governo Federal de relativizar os crimes ambientais.

Multa

A multa a ser pedida e aplicada pelo Ministério Público é superior a R$ 5 bilhões por esse desmate ilegal. Será interessante ver o seguimento desse processo.

Será?

Circulava ontem a informação de que o vice-governador Major Rocha iria pedir a demissão do comandante da PM, coronel Mário César, no retorno do governado Gladson a Rio Branco. Toda viagem do governador gera esse papo de demissão desse ou daquele nome.

Caserna

Consta que o nível de insatisfação da tropa com o comandante da PM, indicado por Rocha, chegou a níveis insustentáveis e nem mesmo o apoio formal que este recebeu dos oficiais seria real. Mas há quem aposte que esse também é um processo de mera disputa política.

Férias

Entre os muitos motivos de insatisfação da tropa, o que mais tem pegado é a redução das férias para manter plantões. E sem o apoio da tropa vai ser difícil se manter no cargo. Será?

Nome

O secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, estaria tentando viabilizar sua candidatura a prefeito não só dentro do governo, mas também junto ao eleitorado evangélico.

Estrutura

Se é candidato a prefeito ou não, ninguém sabe direito, mas que Caetano tem uma assessoria, inclusive de imprensa, acima da média lá isso tem. E experiência suficiente também.

Energisa

Vem aí a segunda etapa da CPI da Eletroacre com a participação de parlamentares governistas.

Quem manda

E nessa CPI deve ficar mesmo com dois velhos amigos: os deputados José Bestene e Luís Tchê. Os dois sãos amigos dos tempos das velhas peladas do Bancrevea.

Atividade

O governador Gladson Cameli passou os últimos dias em uma intensa atividade na Colômbia para “vender” boas impressões do seu governo.

Risco

Não foi uma tarefa fácil. Inimigos políticos do governador tentam a todo custo manchar sua imagem junto ao mercado internacional. Mas Gladson já disse que vai lutar e vai defender o seu modelo de desenvolvimento regional.