Governo entrega ônibus escolares

O Governador Gladson Cameli e o secretário de Educação Mauro Sérgio Cruz entregaram ontem oito dos 20 ônibus escolares que serão enviados para o transporte de estudantes até as escolas. Os demais veículos, todos novos, estão passando por pintura e revisão para serem também postos à disposição das escolas. A frota de ônibus foi comprada com recursos do Fundeb ao preço de R$ 4, 89 milhões.

O secretário Mauro Sérgio disse que uma das prioridades detectadas assim que assumiu a secretaria foi exatamente a precariedade do transporte escolar. Ele recebeu inúmeras reclamações de pais de alunos e foi alertado pelo Ministério Público para o problema.

Disse que o governador Gladson Cameli foi muito sensível á proposta, o que mostra seu compromisso com a Educação.

Os veículos serão enviados para escolas das zonas rurais de Plácido de Castro, Capixaba, Rio Branco, Assis Brasil e Epitaciolândia.

O governador Gladson Cameli, acompanhado da procuradora geral de Justiça, Kátia Rejane prestigiou a cerimônia e relembrou seus compromissos com a Educação de qualidade e com a melhoria da gestão escolar. Pediu também uma preocupação e ênfase na montagem de escolas militares no Estado.

Gladson diz que burocracia não vai travar seu governo

Em discurso duro e assertivo durante a entrega de oito ônibus escolares para a zona rural, ontem Gladson relatou a reunião que teve com a base de sustentação de sua gestão e disse que ninguém governa sozinho, que é preciso unidade e disposição para vencer os desafios, especialmente a burocracia que impede e atrasa ações emergenciais.

Cobrou de sua equipe ação e dedicação e admitiu alguns problemas localizados no governo, afirmando que está trabalhando em busca de soluções e da busca de um consenso, mas que necessita do compromisso de todos.

Gladson contou que disse ao presidente Bolsonaro que a Reforma da Previdência é inadiável mas também cobrou mais atenção para com o Acre, seus pleitos e suas necessidades.

O governador disse que está buscando soluções urgentes e que ainda ontem se reuniu com uma comitiva de empresários chineses interessados em investir no Acre, na agroindústria e indústria, com vistas à integração com o Pacífico.

O governador contou que, na Colômbia deixou claro que busca um desenvolvimento integrado, que busque soluções para o Acre, mas acredita que épo ssível conciliar desmatamento para produção com preservação dos recursos naturais e culturais e com a política de créditos de carbono.

Mauro Cruz fala da importância do cumprimento das metas do PNE

O secretário estadual de Educação, Mauro Sérgio Cruz, destacou que a palestra foi fundamental para o processo de formação da nova equipe de gestão da SEE, inclusive para os coordenadores administrativos e gestores das escolas.

Ressaltou que a aplicabilida- de correta dos recursos destina- dos à área da Educação, pode al- cançar o principal objetivo que corresponde à melhoria da qua- lidade do ensino público.

Nesse momento de formação do pessoal que atua diretamente na comunidade escolar, os gestores precisamos pensar na boa aplicação dos recursos destina- dos, para que não falte nada para os alunos matriculados na rede estadual. “Temos de trilhar um caminho seguro que nos possa levar a um porto seguro”, comentou.

O conselheiro do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul (TCE-RS), Cezar Miola falou da importância do acompanhamento dos órgãos de controle externo e o envolvimento da sociedade civil no cumprimento das metas estipuladas pelo Plano Nacional da Educação (PNE).

Com o quinto ano de vigência da nova legislação da educação, a sociedade acreana tem a oportunidade de mensurar as políticas públicas que foram executadas no país, nos estados e nos municípios.

O palestrante destacou que o primeiro plano foi editado em 2001 e vigorou até 2011, mas que passou um período suspenso porque o Congresso Nacional não votou o novo PNE, que só passou a ser executado em 2014.

Explicou que o primeiro PNE teve uma baixa efetividade, mas por falta do engajamento da sociedade, dos governos e prefeitos, como os órgãos de controle não exigiam dos gestores o cumprimento das metas estabeleci- das, apenas 1\3 dos municípios criaram os Planos Municipais de Educação, “agora quase todos os municípios contam com um plano, precisamos acompanhar a sua aplicação das políticas públicas no campo educacional”, ponderou o conselheiro gaúcho.

Miola pediu mais participação dos gestores públicos para concretização das ações, as famílias devem acompanhar como os recursos estão sendo aplica- dos e se as medidas adotadas pelos gestores estão compatíveis com a efetividade da política da educação, que consiste num direito subjetivo de cada cidadão.

“Somente com o engajamento da sociedade civil e dos órgãos de controle para verificarmos que os recursos destinados estão sendo aplicados corretamente e que vem cumprindo o que ficou acordado”, sugeriu.

A diretora da Escola de Contas do Tribunal de Contas do Estado do Acre TCE-AC, conselheira Naluh Gouveia, foi a mediadora do evento ocorrido no auditório do centro universitário da Uninorte.

A palestra ministrada pelo conselheiro gaúcho, tinha como públicos –alvo gestores públicos e representantes das instituições, ligada a área de controle externo.