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Acre apresenta nova visão para desenvolvimento com responsabilidade ambiental

De acordo com o  diretor do Instituto de Mudanças Climáticas, Carlito Cavalcanti, o Acre teve uma excelente participação na reunião anual da Força-Tarefa para o Clima e Florestas (GCF), na Colômbia, que terminou no dia 04 de maio, Para o especialista acreano, a presença do estado naquele encontro celebra um novo marco nas relações do desenvolvimento do Estado com as organizações mundiais. 

Para Carlito Cavalcanti, a participação da comitiva no Acre, liderada pelo governador Gladson Cameli, foi muito importante e de grande qualidade, ‘‘na medida em que cumprimos todos os objetivos e tivemos resultados positivos para as políticas que estamos almejando’’, destaca. 

Ele explica que ‘‘um dos maiores êxitos da comitiva do governo Gladson, foi o reconhecimento por parte da comunidade internacional, de que este governo, tem um projeto de desenvolvimento regional baseado na geração de renda e emprego, visando a melhoria da qualidade de vida das populações tradicionais’’, acrescenta. 

O governo do Acre vem implementando uma política voltada para geração de riqueza. “Todos os nossos esforços são canalizados visando esse objetivo. No encontro do GCF, qualificamos as políticas já existentes e ampliamos as perspectivas dando substância para nossa proposta central de governo’’, aponta Carlito. 

O Instituto de Mudanças Climáticas quer consolidar as propostas trabalhando para ampliar as políticas já existentes, apostando em novas ações, como p Programa Sociobiodiversidade e na ampliação do núcleo de estudos de elaboração de políticas na área de serviços ambientais.

‘‘Nossa proposta é restabelecer aquilo que estava posto em termos de estrutura organizacional para ampliar e fortalecer programas.  Na Colômbia foi acertado um conjunto de ações a ser desenvolvido em diferentes setores. Para tanto, o IMC deve se reestruturar para dar conta dessas novas demandas’’.

As questões indígenas, muito debatidas no evento, ganharam uma atenção especial por parte do governo, que sinalizou para construção de uma representação desses povos. Carlito Cavalcanti explica que o Instituto juntamente com outras instituições são atores fundamentais nesse processo de fortalecimento das políticas voltadas para os povos indígenas.

‘‘A maioria de nossos projetos é voltada para essa população, exatamente pelo papel que ela desempenha’’, avalia o diretor, afirmando perceber que nesse momento o grupo de extrativistas não está devidamente contemplado, ‘‘essa é uma equação que vamos fortalecer’’, enfatiza.

O debate oportuno dessas relações planetárias no encontro do GCF foi a primeira oportunidade que o governo do Acre teve de mostrar para o mundo os seus principais objetivos para o desenvolvimento do Estado, ‘‘o agronegócio é nosso carro chefe, todavia qualitativamente é um agronegócio baseado em baixas emissões’’.

O diretor, que também é professor e pesquisador, esclarece que a contemporaneidade e os mercados de uma forma geral exigem que todas as atividades econômicas se estruturem a partir desses mecanismos de baixas emissões.

‘‘O Acre está um salto a frente, na medida em que o governador Gladson Cameli sinalizou o quanto a temática é importante em seu governo. Estamos empenhados em gerar riqueza e desenvolvimento econômico, respondendo positivamente para essa agenda ambiental e sustentável que é global’’, finaliza.

Primeiro contato mostra compromissos do governo

Em seu primeiro compromisso internacional, exatamente analisando a questão ambiental, o governador Gladson Cameli e a delegação do Acre presentes na reunião anual do GCF – Governadores para Clima e Florestas, ocorrida em Caquetá, na Colômbia, promoveu o início do diálogo da nova gestão estadual com membros-fundadores da Força-Tarefa que reúne 38 estados de cerca de dez países compromissados com o desenvolvido econômico e social aliado à preservação ambiental.

Gladson participou do encontro sobre Estratégia Pan-Amazônica para promover uma maior produção de peixe e o sistema “Tropical Forest Champions” para fomentar parcerias entre empresas e governos regionais.

Acompanhado da primeira-dama do estado, Ana Paula Cameli, do chefe da Casa Civil, Ribamar Trindade, do secretário de Estado de Meio Ambiente, Israel Milani, e outros membros da delegação, Cameli ressaltou a importância do tema e explanou as condições da piscicultura no Acre. A Fábrica Peixes da Amazônia foi apresentada como a representação de um alto investimento para o estado, mas encontra-se paralisada.

O governador explicou que sua gestão se concentra em ampliar as possibilidades de uma agenda ampla de produção para o estado, mas acredita que ela pode acontecer em condições ambientais favoráveis. O governador sempre pregou que o ambientalismo pode andar no mesmo passo que o aproveitamento racional dos recursos naturais para gerar emprego e renda.

Gladson Cameli quer que os membros do GCF presentes na reunião, entre eles representantes do México, Equador, Peru, Indonésia, Colômbia, Bolívia, Califórnia e outros, conheçam as práticas de fomento propostas e em execução pelo governo acreano  e estudem a possibilidade de parcerias com o estado nessa busca de soluções ambientalmente corretas, socialmente justas e que possam dar um impulso produtivo ao estado, permitindo o progresso e o bem estar das pessoas.

Conciliar desenvolvimento e produção é possível

O Acre foi um exemplo de harmonia entre o desejo de amentar a capacidade produtiva da região, com a preservação ambiental, da cultura e dos valores tradicionais. Entidades ligadas ao movimento indígena acompanharam encontro de forma paralela à comitiva governamental na Colômbia, com uma agenda e reuniões próprias, mas com identidade nos objetivos.

O Acre concorda com a posição expressa por outros estados, como o Mato Grosso, por exemplo, que quer justa remuneração dos serviços ambientais, valorizando e incentivando a prática da compensação dos créditos de carbono e ouros investimentos na qualidade ambiental.

Ao mesmo tempo, o estado quer investir em ações de ecoturismo, de desenvolvimento de opções econômicas para as populações tradicionais e não vê como inimigo, ao contrário, analisa que o agronegócio pode ser complementar e prioritário, se aliado a boas práticas de conservação e respeito á legislação do meio ambiente.

Para o diretor do Instituto de Mudanças Climaticas, Carlito Cavalcanti, para o secretário estadual de meio ambiente, Israel Milani e, principalmente, para o governador Gladson Cameli, há espaço para tudo no Acre. Todos defendem que a busca do equilíbrio é fundamental: nem a preservação absoluta e antieconômica, que paralisa o estado, nem a depredação do patrimônio natural, que compromete o futuro.

Para o governador, há espaço suficiente para a produção economicamente importante em um estado que preserva 87% de sua cobertura vegetal original, mas que hoje está perto de comportar um milhão de pessoas que precisam de opção para uma vida melhor e produtiva; Conciliar esses pensamentos da forma mais correta e eficaz é o desafio que o governo acreano quer e vai enfrentar.