Cinco mil argentinos não podem entrar no Brasil

Reunião nesta terça-feira entre os responsáveis pela área de segurança da Copa América vai definir detalhes sobre a proibição da entrada de torcedores considerados violentos, os chamados “barra bravas”, nos estádios brasileiros durante o torneio. Uma lista com dados de 5 mil argentinos já foi entregue pelo Ministério da Segurança do país vizinho às autoridades e esses torcedores estão impedidos de entrar no Brasil e, consequentemente, de ir aos jogos da Copa América.

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O banco de dados dos torcedores violentos inclui até a biometria dos barra bravas. “Câmeras serão instaladas nas catracas de entrada dos estádios para que a gente possa fazer o monitoramento”, explicou César Saad, delegado de polícia responsável pela segurança da Copa América em São Paulo.

O envio da lista com os dados dos torcedores brigões faz parte de um intercâmbio de informações entre as forças de segurança dos dois países assinado no mês passado. Os barras bravas são considerados um ponto crítico para a segurança da Copa América. Por isso, o policiamento será reforçado nas fronteiras do Rio Grande do Sul com Uruguai e Argentina.

Agentes policiais dos 12 países participantes do torneio ficarão baseados no Centro de Comando e Controle da Polícia Federal. O grupo reunirá especialistas dos setores de Imigração, Repressão a Drogas e Facções Criminosas.

A abertura da Copa América será na sexta-feira, entre Brasil e Bolívia, no estádio do Morumbi. A previsão é de que o presidente Jair Bolsonaro e o governador João Doria assistam à partida nos camarotes ao lado de chefes de Estado e autoridades da Fifa e também da Conmebol.

A Copa América terá 26 jogos em seis estádios de cinco capitais entre 14 de junho e 7 de julho. São Paulo vai receber seis partidas, três no Morumbi e três na Arena Corinthians. Cada jogo deverá ter 800 agentes de segurança (500 da Polícia Militar, 200 da Polícia Civil e 100 da Guarda Civil Metropolitana). O esquema será o mesmo da Copa do Mundo de 2014. Para efeito de comparação, normalmente 400 homens trabalham em dias de clássico entre clubes no Estado.

Estadão