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Acreprevidência projeta um rombo de 540 mi em 2019

Cezar Negreiros

O Instituto de Previdência do Estado do Acre (Acreprevidência) deve fechar o ano, com um déficit previdenciário projetado em torno dos R$ 540 milhões.  Em contrapartida, o Sistema Próprio do Estado fechou as contas no ano passado com uma dívida da receita corrente líquida estimada em R$ 400 mi. De acordo com o presidente do Acreprevidência, Francisco Alves de Assis Filho, o governo desembolsou no mês passado a quantia de R$ 73,5 milhões paga pagar a folha de pagamento de junho.

Divulgação

Informou que a contribuição previdenciária de 14% dos servidores que estão na ativa chega em torno de R$ 15 mi, enquanto a contribuição patronal perfaz o mesmo montante de R$ 15 mi, que juntos somam o montante dos R$ 30 mi, mas o Tesouro Estadual tem de injetar mais R$43,5 mi, para honrar o compromisso do pagamento da folha dos servidores inativos. “Apenas neste primeiro semestre desembolsamos R$ 250 mi, para pagar os inativos (aposentados e pensionistas)”, lamentou Assis.

A esperança do presidente do Acreprevidência que relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o senador cearense Tasso Jereissati (PSDB-CE) apresente uma emenda que permita a inclusão dos estados e municípios na reforma da Previdência. Apesar da PEC n06/2019 tem sido aprovada no plenário da Câmara dos Deputados, as mudanças não atingirão os servidores estaduais que contam com Regime Próprio de Previdência.

A proposta que será encaminhada para votação na Casa Revisora que foi aprovado no dia de ontem, no Congresso Nacional, estabeleceu o aumento da idade e do tempo de contribuição, com 62 anos para as mulheres e 65 para os homens. A professora para conquistar a idade mínima para aposentadoria precisará de 57 anos, mais 30 anos de contribuição, enquanto o professor de 60 anos de idade, com mais 35 anos de contribuição para conquistar o benefício da aposentadoria.