Gasto de brasileiros no exterior é o menor para em 5 anos

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As despesas de brasileiros no exterior continuaram em queda no mês de abril, quando somaram US$ 1,64 bilhão, informou o Banco Central nesta terça-feira (26). Trata-se do menor valor para meses de abril desde 2010, quando totalizaram US$ 1,22 bilhão.

A queda de despesas no exterior acontece em um ano no qual o dólar tem registrado alta, apesar da queda em abril. No mês passado, a moeda norte-americana recuou 5,57%, para R$ 3,01. Na parcial dos quatro primeiros meses de 2015, porém, o dólar teve alta de 13,33%.

O dólar mais alto encarece as passagens e os hotéis cotados em moeda estrangeira, além dos produtos comprados lá fora. A valorização da moeda norte-americana também encarece os gastos com cartões de crédito e débito no exterior – que sofrem a incidência, ainda, do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 6,38%.

Acumulado do ano
Nos quatro primeiros meses deste ano, ainda segundo informações da autoridade monetária, as despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 6,87 bilhões. Com isso, registraram queda de 16% frente ao mesmo período do ano passado (US$ 8,18 bilhões). De acordo com o Banco Central, os gastos de brasileiros no exterior são os menores, para o primeiro quadrimestre de um ano, desde 2011 – quando somaram US$ 6,7 bilhões.

Histórico de gastos
Em 2014, os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 25,6 bilhões – recorde para um ano fechado. No ano anterior, haviam somado US$ 24,98 bilhões, contra US$ 22,2 bilhões em 2013. Em 2011, as despesas dos nossos turistas lá fora haviam totalizado US$ 21,2 bilhões.

Até 1994, quando foi criado o Plano Real para conter a hiperinflação no país, os gastos de brasileiros no exterior não tinham atingido a barreira dos US$ 2 bilhões. Mas, naquele ano, quando o real foi ao equiparado ao dólar, as despesas somaram US$ 2,23 bilhões. Entre 1996 e 1998, elas oscilaram entre US$ 4 bilhões e US$ 5,7 bilhões.

Com a maxidesvalorização cambial de 1999 e o dólar ultrapassando R$ 3 em um primeiro momento, as despesas lá fora também ficaram mais caras. Os gastos voltaram a recuar e ficaram, naquele ano, próximo de US$ 3 bilhões.