Fecomércio/AC não acredita em prejuízos pela greve da Suframa

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A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio/AC), por meio de informações repassadas pelo comando de greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus no Acre (Suframa/AC), informa que os prejuízos por conta da paralisação podem chegar aos R$ 3 bilhões em toda a Amazônia Ocidental, ou seja, nos estados beneficiados com as operações da autarquia. Um prejuízo efetivo específico para o Acre, porém, ainda não foi dimensionado.

Segundo o superintendente da Fecomércio/AC, Egídio Garó, de um modo geral, a ameaça da falta de produtos em todos os segmentos econômicos gera aquilo que classifica como desconforto aos empresários. “Haja vista o cumprimento de suas [dos empresários] obrigações perante os fornecedores, o Estado. Tudo pela diminuição da arrecadação do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], o qual já é percebido; e à própria Suframa, que não arrecada a TSA [Taxa de Serviço Administrativo], que é a fonte de sua receita”, explica.

Para o superintendente, a situação traz a problemática ao Acre, mas ainda não se pode dimensionar os danos econômicos para o Estado. “Até porque, “prejuízo” seria se, efetivamente, houvesse a deterioração dos produtos os quaisquer alterações em suas estruturas que inviabilizem as transações comerciais”, reitera.

A Fecomércio/AC tem percebido, de acordo com Garó, que alguns custos operacionais ou redução de receita, porém, ocorrem pela diminuição do fluxo de produtos nos estoques para vendas e alteração para baixo do fluxo de caixa. “Por conta das obrigações assumidas junto aos fornecedores, o que leva o empresário a algumas estratégias, como por exemplo, solicitar ao fornecedor a prorrogação do prazo de pagamento pelo não recebimento dos produtos”. Este procedimento, segundo o superintendente, tende a impedir, momentaneamente, novas aquisições.

Garó complementa que a Fecomércio/AC não tem medido esforços para manter o equilíbrio do abastecimento no Estado, conforme acordado com as instituições de representatividade do comércio. “Até o último dia 30 de junho, o atendimento era de 15 carretas diárias, além de perecíveis, medicamentos, produtos hospitalares e motoristas com idade superior a 60 anos. Após aquela data, o número de caminhões seria de oito ao dia, o que também não vem se cumprindo, haja vista o entendimento da necessidade do abastecimento. Os números, rotineiramente, extrapolam as 15 carretas/dia, como foi anteriormente definido”.

Para a Fecomércio, de acordo com o superintendente, afirmar que houve prejuízo significativo em operações comerciais no Acre não é cabível. “Os produtos serão despachados aos empresários, que poderão negociá-los da maneira convencional, não acarretando outras situações senão a demora no desembaraço, ocasionada pela greve”, finaliza.