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Teste final da Vela no Rio começa com médico de ‘plantão’

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Nada de arenas com obras atrasadas, preocupação com segurança na cidade ou os problemas na construção da nova linha de metrô. O motivo da maior polêmica na preparação do Rio de Janeiro para a Olimpíada de 2016 é a poluição na Baía de Guanabara, local onde serão disputadas as provas de vela e que terá o seu teste final nos próximos dias. Por causa disso, foi feito o pedido de análise diária da qualidade da água e um médico estará de “plantão” no segundo e último evento-teste da modalidade para os Jogos, o Aquece Rio, que começa neste sábado e vai até o dia 22 de agosto, na Marina da Glória.

A competição contará com barcos de dez classes, 339 velejadores de 52 países, muitos dos que estarão brigando por medalhas no próximo ano. No entanto, bem mais do que o desempenho técnico dos atletas, o resultado das regatas ou as classificações olímpicas, o foco do evento estará mesmo na sujeira do mar.

Em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira, a Federação Internacional de Vela avisou que pediu para que seja feita uma análise diária da qualidade da água, um teste bacteriológico, para assegurar que as condições da Baía não oferecem nenhum risco à saúde dos competidores.

“Tivemos um encontro com os líderes das equipes, os organizadores e os responsáveis pela qualidade da água, e foi pedido para que seja feita todos os dias a coleta de amostras da água para que seja analisada. Acho que a atenção de todos está nisso, e nós estamos completamente alertas. Em termos da contaminação da água, a razão para estarmos aqui fazendo o evento-teste é avaliar tudo que vai acontecer para quer tudo corra bem ano que vem na Olimpíada”, afirmou Alastair Fox, presidente da Federação Internacional de Vela (ISAF), que também falou sobre a presença de um médico para acompanhar de perto a saúde dos atletas durante a competição.

“Nós nomeamos um membro da nossa comissão médica, um médico experiente em doenças tropicais para estar aqui em todo o evento e trabalhar junto com o Comitê Organizador. Além disso, também vamos prestar atenção em possíveis objetos na água, para ter certeza de que teremos uma competição justa. Queremos aprender o máximo possível agora sobre o ‘campo de jogo’ para tomar  decisão certa no próximo ano. Acho que o esforço do Comitê Organizador e do COI está sendo importante, também houve pressão no Governo, o que é bom”.