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Copa no Catar em junho é impossível: ‘Não dá para andar na rua’

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Flavio Trevisan tem uma carreira longa no futebol, tendo sido campeão brasileiro ainda 1990, com o Corinthians. Por quatro anos, o preparador físico trabalhou no Catar, país sede da Copa do Mundo de 2022.

Diferentemente do tradicional, o Mundial no Oriente Médio ocorrerá em dezembro. A mudança se dá por conta da temperatura no Catar entre junho e julho, que chega a passar dos 50º C. Para Trevisan, a alteração é extremamente necessária, e a realização da Copa no meio do ano é impossível.

“Chega a fazer 54 graus. Falam em fazer estádios climatizados, mas não adianta. Como farão para chegar aos estádios? É impossível andar na rua…eu ficava só em casa. As seleções iriam treinar onde? Os clubes do Catar sempre vão para a Europa nesse período, não tem condição,” declarou o preparador físico ao ESPN.com.br.

O país, contudo, foi muito elogiado por Flavio Trevisan, que disse que tudo funciona muito bem e as construções, suntuosas e a beira-mar, chamam muito a atenção. O brasileiro sente saudades também da carne de cordeiro, comida com a mão, no chão, em uma cerimônia tradicional do país.

O nível técnico do futebol do Catar, contudo, ainda é deficiente. “Os brasileiros vão, principalmente, pelo dinheiro”, assumiu o preparador físico. A participação da seleção da casa, entretanto, é uma incógnita para o brasileiro.

“Hoje está tudo muito nivelado. Não sei o que vão fazer até lá, se vão naturalizar mais gente. Depois de alguns anos no país, você pode naturalizar, e é isso que eles podem fazer. Jogar só com os locais é complicado. Tanto que o Lekhwiya, que dos últimos cinco anos ganhou quatro títulos, tem a maioria de estrangeiros naturalizados, e por isso leva vantagem.”, finalizou.