Área federal deve ofertar 3,5 mil vagas

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Os concurseiros tiveram boas notícias no início desse semestre: pelo menos 12 órgãos da administração federal devem realizar concursos. São pelo menos 3.500 vagas de níveis médio e superior cujos editais serão publicados gradativamente, dependendo das autorizações do Ministério do Planejamento.

A previsão é que o preenchimento das vagas ocorra até 2019, segundo informou a Coordenação de Gestão de Pessoas (Cogep) do Ministério da Fazenda. As solicitações para realização dos certames foram feitas no ano passado com base em projeção do número de servidores que serão necessários para atender a demanda dos órgãos pelos próximos quatro anos.

Os editais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com previsão de 950 vagas; e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com previsão de 1.200; podem ser lançados ainda este ano. Além destes, estão sendo aguardados os editais para: Fundação Nacional do Índio – Funai, com previsão de 220 vagas; Ministério das Relações Exteriores, com 60 vagas; Agência Nacional de Petróleo (ANP), com 34 vagas; Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com 150 vagas; e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com previsão de 102 vagas.Esperando autorização do Ministério, o que pode acontecer nos próximos dias, estão os concursos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), do Ministério da Fazenda (MF) e da Receita Federal.

Enquanto alguns se preparam para as provas de concursos já lançados – como Banco do Brasil (BB) e Superior Tribunal de Justiça (STJ) -, outros estudam para não serem pegos de surpresa quando sair o edital de seleções já autorizadas.

DISCIPLINAS

O professor de direito administrativo do IMP Concursos, em Brasília, Ivan Lucas de Souza, explica que quatro disciplinas são fundamentais para quem quer conquistar uma vaga em concurso público: língua portuguesa, informática, direito administrativo e direito constitucional.

Segundo o professor, é recomendado que o candidato revise a teoria e, depois, analise a jurisprudência. “Nas seleções voltadas para bacharéis em direito, o entendimento dos tribunais sobre os assuntos é bastante cobrado. Finalize os estudos com resolução de exercícios e provas anteriores”, reforça Ivan Lucas.

O especialista lembra ainda que, conhecer a banca realizadora da seleção é fundamental, já que os estilos de provas variam bastante entre as organizadoras. “Algumas preferem cobrar o conteúdo teórico puro e outras exigem do candidato a interpretação e conhecimento da jurisprudência”. Outra dica é não deixar para estudar somente quando sair os editais, pois normalmente o prazo de estudos para tornar-se competitivo e conseguir a aprovação em seleções é de, pelo menos, seis meses.

Em todo o país, estão abertos mais de 90 concursos públicos, considerando também os certames de prefeituras e unidades da federação. Há oportunidades para todos os níveis de escolaridade, do fundamental ao superior. O salário inicial mais alto é do Tribunal de Contas da União (TCU), de R$ 28.947,55, para quem é diplomado em direito. Mas, mesmo os certames que oferecem salários mais baixos, têm sido visados pelos concurseiros de todo o país.