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Em crise financeira, Gol renegocia com credores e reduz rotas

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Em renegociação de contratos de aeronaves e de dívida, a Gol enviou documentos relativos ao seu plano de reestruturação financeira e revisão de rota ao mercado financeiro, nesta quarta-feira (04).

Segundo informações da Gazeta do Povo, entre as principais medidas – fruto da assessoria financeira para o processo de reestruturação contratada com PJT Partners e SkyWorks Capital – estão waiver em debêntures, corte de voos, redução de excesso de garantias pela Delta e revisão de cronogramas de entregas com a Boeing.

De acordo com a publicação, a companhia aérea apresentou, além de uma troca de título de dívidas emitidos no exterior, um fato relevante com demais “iniciativas da companhia para fortalecer sua liquidez e sua estrutura de capital”, informando que “está renegociando a vasta maioria de sua dívida, bem como as obrigações decorrentes de seus contratos de leasing”.

No caso das debêntures, que somam R$ 1,050 bilhão em circulação, foram negociadas com os titulares concessões pelas quais a Gol espera reduzir, até 2018, o pagamento de principal no valor de R$ 225 milhões. São elas: a prorrogação de 90% do valor de principal vincendos em 2016 e 2017 para 2018, 2019 e 2020; um novo crédito no valor de R$ 300 milhões com prazo de 2 anos e renúncia (“waiver”) para o cumprimento de determinadas obrigações financeiras por um ano.

A Delta, que participa do controle da Gol, concordou em reduzir o excesso de garantia nos termos de reimbursement agreement relativos ao empréstimo de US$ 300 milhões de forma permanente, sujeito à realização bem-sucedida da troca de notes (ofertas de permuta).

Quanto a aeronaves, a Gol negociou com a Boeing flexibilidade adicional em futuras entregas. Esse acordo de flexibilidade “irá representar um alívio significativo em termos de fluxo de caixa”, o qual será usado em parte na troca de notes. O documento informa ainda que no final de 2015 havia R$ 555,500 milhões em pagamento prévio de entregas.

A mudança de rotas, implementada em 1º de maio, segundo a companhia, visa focar nas mais rentáveis e resultou na suspensão de voos para oito destinos. A Gol pretende reduzir sua frota em cerca de 15% até o final do ano e reitera no documento que espera reduzir frota e oferta, como anunciado pela diretoria ao final de março, após a divulgação do balanço de 2015. “A companhia estima que estas mudanças irão reduzir ano-a-ano o número de decolagens e assentos de 15% a 18% e a oferta total de voos (ASK) de 5% a 8%”.

Outras medidas que já estavam em curso, como os esforços com lessores e contrato com a Smiles estão no documento. No caso de leasing, diz que procura renegociar certos termos comerciais dos contratos, “incluindo a devolução de aeronaves, prorrogação e redução dos custos de devolução de aeronaves e prorrogação e redução de pagamentos”.