Ufac faz parte de pesquisa nacional sobre padrão alimentar de comunidades isoladas

A Universidade Federal do Acre integra o grupo de instituições que ajudou na pesquisa nacional  sobre o padrão alimentar de populações situadas em locais isolados na Amazônia, no Nordeste e no Centro-Oeste do Brasil e de comunidades de pescadores no litoral norte de São Paulo. A conclusão do estudo é que o padrão alimentar dessas comunidades está cada vez mais semelhante ao de moradores de regiões urbanas do país.

A dieta de comunidades ribeirinhas na Amazônia brasileira, que antes era composta principalmente por alimentos produzidos localmente, como peixe com farinha de mandioca, por exemplo, passou a ser integrada por alimentos industrializados, como enlatados e frangos congelados produzidos nas regiões Sul e Sudeste do país.

As constatações foram feitas por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) e da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com colegas das Universidades de Brasília (UnB), e do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), por meio de uma série de estudos realizados nos últimos anos com apoio da FAPESP, além da Ufac.

Alguns dos resultados dos estudos foram publicados nas revistas Ecology of Food and Nutrition e Environment, Development and Sustainability. E foram apresentados durante a “School of Advanced Science on Nitrogen Cycling, Environmental Sustainability and Climate Change”, que ocorre até 10 de agosto em São Pedro, no interior de São Paulo.

Realizado pelo Cena-USP e o Inter-American Institute for Global Change Research (IAI), o evento, financiado pela FAPESP, por meio do programa Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA), reúne 100 estudantes de graduação e pós-graduação, sendo 50 do Brasil e 50 do exterior, para discutir sobre a distribuição desigual de nitrogênio no mundo e seu impacto na

Os estudos iniciais, de 2002, indicaram que a proporção de carbono oriunda de plantas do tipo fotossintético C4 (como cana-de-açúcar, milho e pastagens) na dieta de habitantes de cidades como Piracicaba, no interior de São Paulo, e Santarém, no interior do Estado do Pará, era semelhante. Os moradores de pequenas comunidades rurais, distantes cerca de 50 a 80 quilômetros da cidade de Santarém, apresentam padrões alimentares semelhantes entre si, mas totalmente diferentes em relação a moradores da capital do Pará, Belém, como exemplo.