Ex-chefe de gabinete e ex-presidente do PSDB são levados para presídio

Desde a tarde de quinta-feira 25, que o ex-chefe de gabinete da prefeitura de Cruzeiro do Sul, Mário Neto, e o ex-presidente do diretório do PSDB na cidade, Edmar de Paula, estão no presídio Manoel Neri. Os dois estavam presos desde a ultima terça-feira 23, na sede da Polícia Federal e suspeitos de corrupção ativa.

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A transferência foi confirmada pelo delegado Fabrício Santos, responsável pelo caso. Santos disse que o inquérito segue em aberto, mas não deu detalhes sobre o caso para não atrapalhar as investigações.

O advogado de Neto, Tota Filho, diz que seu cliente está abalado psicologicamente. Ele diz ainda que ingressou com uma ação pedindo a redução da fiança, estipulada em R$ 88 mil.

“Foi arbitrada uma fiança em um valor absurdo que não levou em consideração a situação econômica dele. Para pagar essa fiança ele teria que juntar o salário de 11 meses”, explica.

Filho diz ainda que a família do ex-chefe de gabinete deve colocar a casa de uma irmã dele como caução da fiança e tentar garantir que ele seja colocado em liberdade.

Já o advogado do ex-presidente do PSDB, Tárcito Batista, diz que seu cliente está bem e que a família deve colocar um sítio dele como garantia para que Paula seja posto em liberdade.

O caso
Mário Neto e Edson de Paula foram presos pela Polícia Federal e são acusados de pagar candidatos a vereador para desistirem da candidatura com o intuito de apoiarem a chapa “Juntos por Cruzeiro”, do candidato Ilderlei Cordeiro (PMDB-AC), apoiada pelo prefeito Vagner Sales (PMDB-AC).

Na segunda maior cidade do estado, a coligação “Juntos por Cruzeiro” é apoiada pelo PMDB e pelo atual prefeito da cidade, a outra coligação, “Cruzeiro em Boas Mãos” é encabeçada pelo Henrique Afonso do PSDB. A ideia da coligação de Ilderlei, segundo o denunciante, era tentar enfraquecer a coligação oposta.

A polêmica tomou proporções maiores após a divulgação de um áudio, na quarta-feira (24), em que um homem, que seria Sales, oferece R$ 5 mil ao candidato a vereador Clebisson Freire, em troca da desistência dele ao pleito para vereador.

Sales afirmou nesta quinta que o áudio foi gravado de forma “clandestina” durante uma reunião em sua casa e que se trata de uma armação. Ele diz ainda que foi procurado pelo próprio candidato, que alegava problemas financeiros.