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Coluna Acre em Foco

Tirando da reta

Foi só a Operação Lava Jato pegar um dos principais políticos do PMDB, o ex-governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, para a cúpula do partido, a começar do presidente golpista Michel Temer, tratar de tirar o da sigla da reta, hoje uma das mais envolvidas nos escândalos financeiros do esquema montado na Petrobras.

 

Defesa do PMDB

De pronto, o porta-voz do presidente, Alexandre Parola, veio a público para afirmar que “o presidente da República lembra que o PMDB tem mais de dois milhões de filiados que militam na atividade política e tem de ser analisado na plenitude de todas as suas ações em relação ao país. O partido continuará a cumprir seu papel relevante para a história brasileira”.

 

Organização criminosa

O segundo ex-governador do Rio preso em 24 horas (na quarta-feira, o preso foi Antony Garotinho), o peemedebista Sérgio Cabral foi preso ontem como chefe de uma organização criminosa que desviou pelo menos R$ 224 milhões do Rio de Janeiro junto com seus principais auxiliares quando governou para os cariocas na década de 90.

 

Jucá como líder

Outro peemedebista bem mais próximo a Temer, o ex-deputado Eduardo Cunha, também foi preso por movimentar milhões em contas na Suíça. E ontem, quando a Lava Jato desferiu seu mais duro golpe contra o PMDB, Temer nomeou como líder de seu governo o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que dizia ser necessário derrubar a presidente Dilma Rousseff para “estancar essa sangria”

 

Dilma desmente

Enquanto isso, em nota à imprensa, a ex-presidente Dilma Rousseff desmentiu a informação veiculada no canal GloboNews de que o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira, teria apoiado sua campanha à reeleição em 2014.

 

Aliado de Aécio

“Sérgio Cabral Filho jamais foi aliado da ex-presidenta da República. Tanto é verdade que, nas eleições presidenciais, ele fez campanha para o principal adversário de Dilma nas eleições de 2014: o senador Aecio Neves (PSDB-MG)”, disse Dilma. Durante o processo de impeachment de Dilma, Cabral orientou seus liderados no PMDB a votarem pelo seu afastamento”.

 

Lula na ONU

Por seu lado, os advogados do ex-presidente Lula protocolaram ontem uma carta no escritório do Alto Comissariado do Comitê de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, atualizando a ação, feita em julho deste ano, em que denunciam a caçada judicial da Lava Jato contra o ex-presidente.

 

Julgamento próximo

Os advogados Cristiano Zanin Martins, Valeska Martins e Geoffrey Robertson informaram sobre a decisão do juiz Sérgio Moro, que marcou para o próximo dia 21 de novembro o início do julgamento da ação penal contra Lula, em que ele é acusado de receber recursos da Petrobras pela OAS, por meio de um apartamento triplex no Guarujá (SP).

 

Sem garantias

Disseram os advogados do ex-presidente Lula “É importante que o Comitê de Direitos Humanos da ONU tenha conhecimento de que as garantias fundamentais de Lula continuam sendo violadas e que ele começará a ser julgado a partir da próxima semana por um juiz que claramente perdeu a sua imparcialidade”.

 

Desmonte da Petrobras

Ainda no Rio de Janeiro, a Petrobras, comandada pelo auxiliar de Michel Temer, Pedro Parente, continua a ser desmontada aos poucos, num processo de privatização sempre desejado pelos neoliberais do PSDB, hoje no governo, que promoveram durante o governo FHC o maior processo de privatização do país, ficando conhecido como “Privataria Tucana”.

 

Venda da Liquigás

A Petrobras informou ontem que seu Conselho de Administração aprovou ontem a venda da Liquigás Distribuidora para a Ultragaz, subsidiária da Ultrapar Participações, em negócio de 2,8 bilhões de reais, confirmando relatos anteriores de fontes com conhecimento da negociação. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) já havia denunciado o processo de privatização da estatal.