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Coluna Acre em Foco

Romerito Aquino

 

Lula inocentado

Umbilicalmente ligado ao PSDB, pois seu pai foi fundador do partido em Maringá (PR) e sua esposa trabalhou no governo do partido no Paraná, o juiz Sérgio Moro quebrou a cara ontem logo no primeiro dia de audiências para ouvir as quatro primeiras testemunhas contra o ex-presidente Lula, acusado sem provas de possuir imóveis e de comandar a corrupção na Petrobras.

 

Delcídio inocenta

Tendo tornado Lula réu no processo do tríplex do Guarujá (SP) sem qualquer prova, mas apenas baseado em delações de empresários bandidos da Lava Jato, Sérgio Moro ouviu o ex-senador Delcídio Amaral e mais três outros delatores afirmarem não ter provas de envolvimento de Lula com o imóvel do Guarujá e nem com ilicitudes na Petrobras.

 

Acusações genéricas

No depoimento, Delcídio Amaral apenas refez acusações genéricas sobre suposta participação de Lula em fraudes na estatal e na estrutura de indicações de cargos na administração governamental, com frases de efeito para manchetes de jornais, tais como “o presidente não entrava nos detalhes, mas tinha conhecimento absoluto dos interesses dos envolvidos”.

 

Sem qualquer elemento

Em nota à imprensa, a defesa do ex-presidente Lula destacou que, como era esperado, os quatro delatores arrolados pelo Ministério Público Federal “não apresentaram qualquer elemento” que confirme a tese acusatória relativa à propriedade de um apartamento tríplex, no Guarujá, pelo ex-presidente Lula e sua esposa Marisa Letícia.

 

Afirmações vagas

“Tampouco afirmaram a participação do ex-presidente em qualquer ilícito na Petrobrás. O ex-senador Delcídio do Amaral, um dos delatores ouvidos, disse nada saber sobre essa acusação do tríplex, limitando-se a repetir suas já conhecidas afirmações vagas e sem provas”, assinalou a nota dos advogados do ex-presidente Lula.

 

Acusado de omisso

Por sua vez, acusado de atuação parcial, seletiva e partidária na Lava Jato, Sérgio Moro, que vem atuando junto com procuradores da República que admitem não ter provas, mas apenas “convicções”, de que Lula comandava o esquema do Petrolão, o juiz Sergio Moro é apontado em vários sites e nas redes sociais como omisso em relação aos roubos milionários ocorridas na Petrobras durante o governo FHC, do PSDB.

 

Prevaricação

Mesmo indagado pela imprensa, o juiz federal Sérgio Moro jamais comentou sobre as acusações feitas pelo ex-senador Delcídio Amaral e por vários outros delatores ouvidos pela Operação Lava Jato de que os registros de corrupção na Petrobras datam do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 2002.

 

Governo FHC

Em delação premiada, o ex-diretor da companhia, Nestor Cerveró garantiu que a maior esquema de propina na Petrobras ocorreu na gestão FHC. Cerveró revelou o pagamento de pelo menos R$ 564,1 milhões em propina para membros do governo tucano em negociações que envolveram a BR Distribuidora e empresa petrolífera argentina Pérez Companc.

 

Enriquecimento

Em outra delação premiada, o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT e ex-PSDB) relatou que o esquema de corrupção na Petrobras já ocorria nos governos Itamar Franco e de Fernando Henrique Cardoso. Segundo Delcídio, os casos de corrupção visavam “enriquecimento pessoal” como também “financiamento de campanhas políticas”.

 

Lama no Planalto

Enquanto o ex-presidente petista garantia a vitória na primeira batalha contra Sérgio Moro, que quer condená-lo para torná-lo inelegível no pleito presidencial que Lula já lidera para 2018, o presidente golpista Michel Temer via ontem no horizonte o lamaçal de lama da corrupção trazido nos últimos dias para dentro do Palácio do Planalto pelo ministro Geddel Lima, da Secretaria de Governo, seu amigo íntimo de 20 anos.

 

Ética Pública

Ontem, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República abriu processo para apurar a conduta ética de Geddel Vieira Lima de pressionar o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, para intervir junto ao Iphan nacional para liberar a construção de um edifício de alto padrão em Salvador (BA), onde ele adquiriu um imóvel de mais de cerca de R$ 2,5 milhões. A denúncia foi feita por Calero à Folha de São Paulo no final da semana.