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Coluna Acre em Foco

Acre no PIB nacional

O Estado do Acre dividiu com o Estado do Mato Grosso, ambos sitiados na Amazônia Legal, o quatro maior aumento do Produto Interno Bruto (PIB) do país entre os anos de 2013 e 2014, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Quarto maior aumento

Pela pesquisa, o Acre e Mato Grosso apresentaram nos dois anos aumentos de 4,4%, inferior apenas aos aumentos registrados pelos estados do Tocantins, de 6,2%; do Piauí, de 5,3%; e de Alagoas, de 4,8%. No mesmo período, os estados do Paraná (-1,5%), São Paulo (-1,4%), Minas Gerais (-0,7%) e Rio Grande do Sul (-0,3%) foram os que apresentaram retração em seus PIBs.

 

PIB no ano de 2014

O IBGE mostrou que o PIB do Brasil em 2014 foi de R$ 5,78 trilhões, sendo o maior PIB o de São Paulo (R$ 1,86 trilhão), vindo depois Rio de Janeiro (R$ 671,08 bilhões), Minas Gerais (R$ 516,63 bi) e Rio Grande do Sul (R$ 357,82 bi). Os estados com os menores PIBs foram Roraima (R$ 9,74 bi), Amapá (R$ 13,40 bi) e Acre (R$ 13,46 bi).

 

PIB per capita

Outro destaque do Acre na pesquisa do IBGE se deu no aumento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que é o valor que cabe a cada habitante do estado dividindo-se o que ele produz pelo total de sua população. Em 2014, o PIB per capita do Acre foi de R$ 17.03415, equivalente a 3,49 vezes do seu PIB per capital registrado em 2002.

 

Superior à do país

A pesquisa do IBGE apontou, ainda, que nos últimos 12 anos, o PIB per capita acreano foi superior às 3,37 vezes registradas pelo país e às 3,28 vezes registradas pelo Sudeste (região mais rica do país) e às 3,41 vezes registradas pelo Centro-Oeste. A posição do estado só foi inferior às 3,51 vezes do Norte, às 3,62 vezes do Nordeste e às 3,51 vezes do Sul.

 

Retração da indústria

O levantamento do IBGE também mostrou que, em 2014, cinco Estados brasileiros responderam por 64,9% da geração de riqueza no país, mas essa participação, segundo a pesquisa do Instituto, vem caindo ao longo dos anos, como reflexo principalmente da retração na área da indústria nacional.

 

Crescimento do PIB

Os cinco estados foram São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Pelo levantamento do IBGE, de 2002 a 2014, as maiores taxas de crescimento do PIB ocorreram nos estados do Tocantins (113,0%), Mato Grosso (105,6%), Piauí (86,4%), Amapá (86,3%) e o vizinho Estado de Rondônia (85,2%).

 

DF lidera per capita

Em 2014, o maior PIB per capita do país foi o do Distrito Federal (R$ 69.216,80) e os últimos desse ranking foram Maranhão (R$ 11.216,37) e Piauí (R$ 11.808,08). Essas são algumas informações das Contas Regionais 2014, que são elaboradas pelo IBGE em conjunto com os órgãos estaduais de estatística

 

PIB de Dilma

A mídia divulgou que a revisão nos dados recentes da economia brasileira, feita pelo IBGE, melhorou o resultado do PIB no primeiro mandato de Dilma Rousseff (2011-14). Assim, a primeira administração da petista deixou de ser isoladamente a de menor crescimento desde o governo de Fernando Collor (1990-92) e empatou com o desempenho de FHC em seu segundo mandato (1999-2002).

 

Revisão do IBGE

A revisão feita pelo IBGE não foi muito grande e ocorre cada vez que o instituto publica dados mais depurados do PIB. Na quinta-feira da semana passada, saiu o número definitivo de 2014. Em vez de uma estabilidade de 0,1%, a economia cresceu 0,5%. Também foi revisto levemente para cima o resultado de 2011, de 3,9% para 4%.

 

Empate técnico

A revisão do IBGE foi o suficiente para a média anual de crescimento do governo da ex-presidenta Dilma Rousseff subir de 2,22% para 2,34%, superior, na segunda casa após vírgula, ao segundo governo de FHC que foi de 2,31%. Na divulgação oficial, o IBGE só considera o primeiro número após a vírgula, o que os coloca em empate.

Romerito Aquino