Estado do Acre pode sofrer inundação em 2017

Com a chegada das chuvas e o começo do ano, também vem a preocupação com a possibilidade de cheia do rio Acre. Para atender ao possível caso de alagamento, a Defesa Civil Municipal já trabalha com um plano de contingência para a possibilidade de desabrigados.

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Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, coronel George Santos, da década de 70 até os dias atuais, apenas dez anos não existiram registros de enchentes.

“De 1970 para cá, só não tivemos enchente em dez anos intercalados ou não, e este ano não ultrapassou os 12 metros, chegou a 11,46 metros, mas é preciso estar atualizado quando se trata de mudanças climáticas. Este ano choveu pouco por conta do El Niño, mas já estão falando em la Niña e a expectativa é que pode chover dentro da média e nosso dentro da média é que pode ter ou não enchente”, detalhou o oficial.

Como todos os anos, pode chover até abril e o período que deverá ter mais atenção é entre fevereiro e março, mas os abrigos para as famílias começam a serem construídos a partir do momento em que o rio Acre chega a 12 metros.

“A gente só começa a mobilizar a construção de abrigo quando o rio chega a 12 metros e continua subindo em Brasileia e em Xapuri. A gente tenta se antecipar com um plano de contingência”, explicou o coordenador da Defesa Civil.

A cota de alerta em Rio Branco é de 13,50 metros e a de transbordamento é de 14 metros. Em 2015, o rio chegou aos 18,40 metros, nível histórico.

O coronel explicou que todo o levantamento leva como referencial as influências climáticas e a região que possui ligação com os andes.

“temos apenas duas estações bem definidas que é o inverno e o verão, diferente de outras partes do país e a gente precisa sempre estar monitorando, porque 75% das chuvas caem na região de novembro a abril”, finalizou o oficial.