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Coluna Bom Dia

Com o bolso alheio

 

O Governo Federal quer fazer caridade com o bolso alheio. Propôs aos caminhoneiros em greve zerar a CIDE e baixar as alíquotas do ICMS. Só que nenhum desses impostos é federal. São recursos que vão para os estados. Nos impostos federais, o governo pode compensar a perda de receita emitindo outros impostos, taxando outros produtos. Os estados, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, não.

 

 

Grita

 

Os governadores sentiram o golpe e nenhum, é preciso frisar, nenhum, admite essa manobra do Governo Federal. Preserva-se a política obscena da Petrobras e prejudica os estados por uma redução que significaria só R$ 0,05 no litro do diesel.

 

 

ICMS

 

Folha informou ontem que governadores de Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Distrito Federal reunidos em Cuiabá para a 20ª reunião do Fórum dos Governadores do Brasil Central, os chefes do Executivo não aceitaram propostas que podem impactar suas arrecadações de receitas, como o projeto de diminuir as alíquotas do ICMS.

 

 

Mesmo caminho

 

O governador Tião Viana deve seguir no mesmo caminho. Afinal, a arrecadação de ICMS é uma das maiores fontes de recursos do Estado. Tião já se manifestou contra o corte da CIDE, que é usada em recuperação de estradas.

 

 

Redução

 

O governador alertou sobre o fato e diz que é a favor da redução do preço do combustível. “Sou contra é retirar a parte da CIDE que é fonte para manutenção das rodovias”. O governador do Piauí, Wellington Dias, também se posicionou contra e disse que o governo do Piauí cuida de uma malha estadual asfaltada de cerca de 6.500 quilômetros e custa cerca de 100 milhões ano. A CIDE entra com 40 milhões e tesouro com 60 milhões. Para ele, agora, a União quer ficar para ela com 29% ou cerca de R$ 2,3 bi que fica com Estados para manutenção das rodovias. Estradas esburacadas são mais custo para o frete.

 

 

Não deu as caras

 

A situação é tão calamitosa que, depois de anunciar na quinta-feira o fim da greve o Governo Federal teve que admitir ontem o recrudescimento do movimento. E o presidente Temer, como sempre, fugiu de suas responsabilidades e não foi à TV para um pronunciamento, botando um desconhecido para falar em seu lugar. É o sinal de como está o Brasil, sem governo.

 

 

Bloqueios

 

No Acre, o movimento radicalizou como tudo o que acontece na política local. Muitos querem cobrar uma solução do governo estadual. Pera lá, isso não. O problema é federal.

 

 

Campanha

 

A falta de combustível começa a prejudicar a campanha eleitoral. Candidatos estão sem gasolina para percorrer o estado e até os aviões de pequeno porte estão parando.

 

 

Caminhada

 

Quem menos sente é o candidato Marcus Alexandre, que prioriza a campanha a pé, com caminhadas nos bairros de cidades acreanas. Aí não precisa gasolina. Mas para chegar a essas cidades precisa.

 

 

Indígenas

 

Marcus Alexandre visitou ontem uma aldeia indígena no Rio Muru. Levou combustível suficiente para ir e voltar. Foi, como sempre, bem recebido, como está sendo por onde anda.

 

 

Em Plácido

 

Pré-candidato ao governo pela oposição, Gladson Cameli passou a tarde de ontem em Plácido de Castro conversando com lideranças e políticos da região.

 

 

Minguou

 

Gladson ia a Brasília para a sessão extraordinária para tratar do aumento dos combustíveis no Senado, mas a sessão ficou para a próxima semana e ele aproveitou para voltar e cuidar da agenda política.

 

 

Porto Acre

 

Hoje Gladson Cameli passará o dia em Porto Acre, Vila do V e Vila do Incra, onde participará de reuniões para apresentar suas propostas para o Estado, caso seja eleito, além de visitar lideranças locais, entre as quais o ex-prefeito petista Zé Maria.

 

 

Igreja

 

A agenda de Gladson na região de Porto Acre também está recheada de reuniões em igrejas evangélicas. Ele tem buscado se aproximar cada vez mais desse segmento. Marcus Alexandre também é forte no segmento evangélico.

 

 

Engenheiros

 

Ainda sobre Cameli, ele irá receber na segunda-feira, 28, às 10h., na sede do sindicato dos engenheiros do Estado do Acre, propostas da categoria para seu plano de governo.

 

 

Luz do dia

 

Está cada vez mais difícil conviver em regiões do Centro e do Bosque em Rio Branco por conta dos assaltos que ocorrem sempre à luz do dia. Os assaltantes buscam essencialmente celulares, mas não poupam bolsas de mulheres.

 

 

Bairros

 

Mas, nos bairros a situação também é grave. Nos conjuntos Esperança, Tucumã e Universitário, os assaltos ocorrem sempre em paradas de ônibus. Isso a qualquer hora do dia ou da noite. E nem adianta registrar boletim de ocorrência. Pura perda de tempo.

 

 

Bloqueio

 

O bloqueio dos caminhoneiros em algumas regiões de Rio Branco tem prejudicado um setor da comunidade que só ganha dinheiro no verão: o de vendedores de barro e areia para a Construção Civil.

 

 

Prejuízo

 

O dono de um areal na estrada do Amapá contava ontem que, por conta do bloqueio na altura do ramal do Rodo, rota alternativa para a 317, deixou de atender mais de 20 clientes em dois dias. Se o bloqueio continuar, não sabe como vai abastecer os estoques de lojas e depósitos em vários pontos da cidade.

 

 

Silêncio

 

Mesmo com essa situação caótica do país, uma verdade salta aos olhos e ouvidos: não se ouvem panelas. Onde estarão os paneleiros? Gastaram tudo com Dilma? Por sinal, a ex-presidente lidera a pesquisa de votos para o Senado, em Minas Gerais.

 

 

Ostentação

 

Enquanto isso, a irmã da primeira dama Marcela Temer postou uma foto de seu carrão com o tanque cheio com a palavra Ostentação. Mal sabe ela que essa moleza vai acabar.

 

 

No escuro

 

Seis cidades de Rondônia já estão no escuro, sem diesel para alimentar as termoelétricas. No Acre, várias prefeituras já estão preocupadas com o problema. Pode faltar luz no interior. O problema tem origem fora do estado, no embarque das balsas de combustível para o Estado. Por terra, não chega nada. Há quatro bloqueios na BR-364, pelo menos.

 

 

Pacífico

 

A Polícia Rodoviária no Acre diz que o movimento dos caminhoneiros é pacífico e não vai intervir contra os piquetes, apesar da decisão do juiz Halley da Luz, da Justiça Federal, ordenando a liberação da estrada.

 

 

Combustível

 

O sindicato dos postos disse que no Acre há combustível para seis dias, o que torna o Estado privilegiado em relação a outros da federação. São Paulo, Minas Gerais e Brasília não têm mais nada de combustível.

 

 

Emergência

 

A Secretaria de Saúde está tomando providências para priorizar atendimentos e procedimentos para garantir combustível para ambulâncias e insumos básicos para emergências, já que o desabastecimento severo pode se tornar uma realidade. O Depasa, a exemplo de outros órgãos de saneamento no Brasil alerta para a possível falta de água por conta de insumos para o tratamento adequado.

 

 

Monitoramento

 

Com o governador em Brasília, o desembargador Francisco Djalma está administrando a crise de abastecimento por conta da greve de caminhoneiros no Estado. Com tranquilidade, competência e discrição.

 

 

Chapinha

 

Não é só a Frente Popular que vai dividida para a disputa das vagas de deputado federal. Em uma articulação que é atribuída ao candidato ao senado Marcio Bittar, candidatos dos partidos Solidariedade, PPS, PMN, PTC e PSC decidiram lançar uma chapa própria a federal. Vai ser puxada pela promotora Vanda Denir, do Solidariedade, Jamyl Asfury, PSC, Rosana da CUT, pelo PPS e Valdete, do PMN. Não querem ser escada para os grandes partidos.

 

 

Porém

 

Há um porém. A chapinha acha que alcança 40 mil votos, mas corre o risco de ter dois nomes muito fortes em sua composição: a ex-deputada Antônia Lucia, se resolver problema de sua inelegibilidade e Márcia Bittar, que pode sair pelo Solidariedade.

 

 

Tropa

 

O PSDB do Acre, em especial a Executiva Regional, deve ir separando bois e cavalos para quitar uma dívida adquirida aqui na Capital. Já que em Feijó bastou um cavalo de raça do Baba, ex-presidente do partido, imagina-se que aqui o plantel será maior. Além do valor original, há juros e correção, além de uma possível litigância de má fé.

 

 

Não foram

 

O pessoal do Sindicol não apareceu na audiência de ontem da Câmara Municipal para debater o aumento de ônibus. E não foi por falta de combustível. Foi por descaso mesmo. Acreditam estar com o boi na sombra. Pois, não é assim. O parlamento merece respeito. Principalmente de concessionários de serviços públicos.

 

 

Contra

 

O deputado Eber Machado, que, na Assembleia, quer explicações sobre o aumento, tem mais razões ainda para a criação de uma CPI do setor e se posicionar contra o reajuste.

 

 

Alerta

 

O deputado Daniel Zen lembrou com muita propriedade que protestos de caminhoneiros estiveram por trás do golpe de 1964, da queda de Dilma em 2016 e pode ser o motor, agora, de um golpe para inviabilizar as eleições. Não se crê em bruxas, mas que elas existem, existem.

 

 

Apoio

 

A classe empresarial acreana tomou posição firme na defesa de nomes para as próximas eleições, escolhendo o apoio ao candidato Ney Amorim, ao Senado, que terá como suplente o empresário João Albuquerque e a José Adriano, da Fieac para deputado federal. A se ver o poder de mobilização da categoria.

 

 

Pelo sim, pelo não

 

Pelo sim, pelo não, já está se esgotando o estoque de velas nos municípios do interior servidos por hidroelétricas. O país está em estado de alerta. Coisa de louco.