14/06/2012 - 22:08:24
Paulo H. Nascimento
Por enquanto, os Brasileiros das Séries C e D continuam sem uma data para começar. Após mais de duas horas de reunião, realizada ontem à tarde na sede da CBF, no Rio de Janeiro, o presidente José Maria Marin pediu a retirada das ações na justiça comum do Treze, da Paraíba, Brasil, do Rio Grande do Sul, e Araguaína, de Tocantins.
“O presidente Marin só tentou nos convencer de retirar as ações, pois um prejuízo está sendo causado, mas não deu nenhuma solução prática à situação. Não passou muito disso. A tendência é que o Brasil mantenha a ação e infelizmente vai demorar um pouco mais para começar a competição”, afirmou o diretor jurídico do Brasil, André Araújo, nitidamente desapontado com a reunião.
Nova reunião
O procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schimit, vai comandar uma nova reunião na segunda-feira, dia 18, prazo estabelecido pela CBF para uma definição.
Segundo o presidente da Federação de Futebol do Estado do Acre (FFAC), Antônio Aquino, existe a possibilidade de uma definição na segunda-feira.
“O presidente (José Maria Marin) deixou bem claro que não irá conversar com mais ninguém enquanto as ações seguirem na Justiça. A CBF quer o cumprimento das decisões do STJD”, explicou Aquino.
Tom pode mudar
Paulo Schmidt deixou claro que, sem consenso na segunda, o tom da conversa não deverá ser tão ameno.
Se não houver acordo, vamos tomar todas as medidas cabíveis no sentido de denunciar as infrações disciplinares, como descumprimento de regulamento. A Justiça Desportiva é a esfera apropriada para discutir questões de competição. Não queremos brigar, queremos resolver. Exclusão, multas, afastamento de clubes e dirigentes, todos sabem as normas que existem, mas não quero falar em punições, mas sim em acordo.
Defesa do Rio Branco
Segundo Antônio Aquino, a defesa do Rio Branco provou mais uma vez o fechamento de um acordo legal com STJD, em 2011.
“Mostramos que o Rio Branco tinha uma ação na Justiça comum e retirou para que o Brasileiro do ano passado pudesse ser finalizado. O Rio Branco poderia ter continuado com ação, mas retirou e perdeu a vaga nas finais. Essa história de que o Rio Branco não foi punido é com segundas intenções”, comentou o presidente.
