* Síndrome do supertreinamento

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23/06/2012 - 17:00:22

Nos últimos anos venho tendo experiências Profissionais em alguns Clubes Esportivos na Cidade de Rio Branco e tenho percebido que a maioria do técnicos e preparadores Físicos na ansiedade de encontrarem o condicionamento físico ideal, submetem os atletas a uma capacidade de treinamento forçado além dos limites de desenvolvimento de seus organismos. O treinamento excessivo é caracterizado pelo desequilíbrio entre estresse e recuperação. Além disso, os fatores de desequilíbrio físico podem ser encontrados não apenas em situações do treinamento e da competição, mas também naquelas relacionadas a extra treinamento e/ou competição. Por sua vez, os atletas, na tentativa de alcançar altos níveis de desempenho com o treino, podem tornar-se excessivamente desgastados, exibindo sinais e sintomas e características de supertreinamento. Esses sinais podem manifestar-se por queda no desempenho, fadiga crônica, infecções respiratórias e alterações do humor.

Embora não exista indicação de que estas alterações cause danos irreversíveis aos atletas, o risco de lesão, doenças, ou mesmo retirada prematura do esporte podem acontecer. Essa caracterização de desequilíbrio é conhecida por owertrainning, que é nada mais, que um desajuste entre o estimulo e a recuperação ideal.

Segundo Wilmore e Costill (2001, p.384) a velocidade com que um individuo ou um grupo de indivíduos podem se adaptar ao treinamento é limitada e não pode ser forçada além da capacidade de desenvolvimento do organismo.

Muito treinamento (owertrainning) pode produzir apenas pequenas melhorias e, em alguns casos, pode provocar a interrupção dos processos de adaptação. Embora o volume de trabalho realizado no treinamento seja um estímulo importante para o condicionamento físico, o treinamento pode ser excessivo, acarretando problemas de fadiga crônica, problemas de saúde, síndrome do supertreinamento ou piora do desempenho. Em contrapartida, o repouso adequado e a redução do volume de treinamento podem melhorar o desempenho.

DEMANDAS DO TREINAMENTO

A única maneira de continuar a melhorar com o treinamento é aumentar progressivamente seu estímulo ou estresse. Quando esse conceito é levado muito longe, o treinamento pode tornar se EXCESSIVO, forçando o organismo além de suas capacidades de adaptação. Esse excesso de treinamento, com um volume ou uma intensidade muito elevados, não produz uma melhora adicional do condicionamento físico ou do desempenho e pode levar a um estado crônico de fadiga, que está associado à depleção do glicogênio muscular.

VOLUME DO TREINAMENTO

A necessidade de treinamento prolongado diário vem sendo seriamente questionada pelos pesquisadores. Para alguns esportes, parece que o volume do treinamento poderia ser significante reduzido, possivelmente à metade, na fase da competição, sem reduzir os benefícios e com menor risco de sobrecarga para os atletas.

INTENSIDADE DO TREINAMENTO

Tentativas para realizar grande quantidades de treinamento de alta intensidade podem acarretar efeitos negativos sobre a adaptação. As demandas energéticas do exercício de alta intensidade solicitam mais o sistema glicolítico, depletando rapidamente o glicogênio muscular. Se esse treinamento for tentado com muita frequência, digamos diariamente, os músculos podem tornar-se depletados cronicamente de suas reservas energéticas e o indivíduo pode apresentar sinais de fadiga crônica ou de supertreinamento.

SUPERTREINAMENTO

Alguns atletas apresentam um condicionamento físico inadequado, e muitos, infelizmente, apresentam um treinamento excessivo, acreditando que mais treinamento sempre produz melhora. Não podemos enfatizar exageradamente a importância da elaboração dos programas de treinamento para incluir o repouso e a variação da intensidade e do volume do treinamento num esforço para evitar o supertreinamento e/ou a fadiga crônica.

EFEITOS SUPERTREINAMENTO

Os sintomas da síndrome do supertreinamento são altamente particularizados e subjetivos, de modo que não podem ser compreendidos de maneira universal.

A presença de um ou mais desses sintomas é suficiente para alertar o técnico ou o treinador de que um atleta poderia estar apresentando sinais de treinamento excessivo.

A PRIMEIRA INDICAÇÃO DA SÍNDROME DO SUPERTREINAMENTO É UM DECLÍNIO DO DESEMPENHO FÍSICO. O ATLETA PODE SENTIR PERDA DE FORÇA, DA COORDENAÇÃO E DA CAPACIDADE MÁXIMA DE TRABALHO MUSCULAR. ESTÃO INCLUÍDOS ENTRE OUTROS SINTOMAS DA SÍNDROME DO SUPERTREINAMENTO.

Diminuição do apetite e perda de peso corporal;
Sensibilidade muscular;
Resfriados e/ou reações alérgicas;
Náuseas Ocasionais;
Distúrbios do Sono;
Frequência cardíaca de repouso elevada e Pressão arterial elevada

RECUPERAÇÃO, GLICOGENIO MUSCULAR. REPOSIÇÃO E
SUPERCOMPENSAÇÃO

A teoria é que quanto maior for a quantidade de glicogênio armazenado, melhor é o potencial para o desempenho de produção de esforço, porque a fadiga será retardada. Assim, o objetivo de uma equipe é iniciar um período de uma competição com a maior quantidade possível de glicogênio armazenado no músculo. A intensidade e o volume do treinamento durante esse período de seis dias devem ser reduzidos acentuadamente para impedir a depleção adicional do glicogênio muscular, maximizando, dessa forma, as reservas do glicogênio muscular e hepático. O atleta ou equipe deve simplesmente reduzir a intensidade do treinamento uma semana antes da competição e até três dias antes da competição, o treinamento deve ser reduzido a 35% ingestão de carboidratos , seguindo esse plano, o glicogênio será elevado até aproximadamente 200 mmol/kg de músculo, e o atleta estará mais preparado na produção de esforço na competição.

* João Alberto de Farias Lima

Prof. Especialista Substituto Universidade Federal do Acre-CREF. 000021/G/
Prof. Substituto de Educação Física na Esc. Lourival Pinho.
Gestor e Responsável Técnico da Academia Personal Trainning.
Preparador Físico e Fisiologista do Futsal da AABB.