Prefeito abre seminário nacional sobre integralidade na saúde

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16/08/2012 - 21:58:54

O prefeito Raimundo Angelim esteve na abertura do12o  Seminário do Projeto Integralidade, que  começou nesta quarta-feira, 16,  com uma conferência do professor Paulo Henrique Martins, presidente da Associação Latinoamericana de Sociologia (ALAS). Antes, na cerimônia oficial, a coordenadora do Lappis, Roseni Pinheiro, agradeceu a acolhida do povo acreano e se emocionou ao falar da trajetória do Grupo Multicêntrico de Pesquisa Lappis. Mais de 20 e 500 seminaristas participam do evento que conta diretamente com o apoio do Governo do Estado e da Prefeitura de Rio Branco.

Roseni relembrou a forma corajosa com que o grupo encampou o desafio de lançar um sítio avançado do Laboratório de Pesquisas sobre Práticas de Integralidade em Saúde no Norte. Hoje, o grupo de pesquisadores tem realizações importantes na região. A tarefa culmina com a realização da décima segunda edição do Seminário da Integralidade, que reúne durante esta semana em Rio Branco pesquisadores de todas as regiões do pais e ainda da Argentina e da Bolívia. “Eu acredito que um outro mundo é possível, uma outra ciência é possível, uma ciência sem fronteiras, comprometida com a celebração da vida e a certeza da dignidade humana”, concluiu a sua fala. Participaram da mesa de abertura, além de Roseni Pinheiro,  o prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim; o coordenador da Política Nacional do Ministério da Saúde, Gustavo Nunes; o presidente da Fundação de Amparao a Pesquisa do Acre, Pascoal Muniz; a presidente da CADES (Central de Articulação das Entidades de Saúde), Elisama Lima; e Raimunda Araruna, representando a Reitora da Universidade Federal do Acre.

O  clima afetivo teve prosseguimento com a Conferência de Paulo Henrique Martins, intitulada “Fronteiras do cuidado na América Latina: a dádiva como travessia nas mediações sociais com a integralidade do direito-humano ao cuidado”. A complexidade do título, repleto de palavras-chave para a discussão que o Seminário propõe, foi desenredada pelo professor que fez um passeio pelas novas formas de refletir sobre o que vem sendo chamado de cuidado e como esse valor tem sidoconstruído na prática.

‘Cuidado não significa apenas ter responsabilidade com o outro; não pode ser apenas uma ação individual de pessoas sensíveis. Mas deve ser transformado em política pública, gerando um espaço onde os sujeitos ganhem visibilidade”, disse, apontando a discussão sobre a construção da cidadania e de modelos de democracia, como bons pontos de partida para os debates no XII Seminário da Integralidade.