O Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) proibiu a realização da assembleia dos agentes penitenciários na frente da Unidade 4, conhecida como Papudinha. A decisão administrativa poderá se transformar em confronto.
Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Adriano Marques de Almeida, a reunião trabalhista já está agendada para amanhã e quinta-feira, e será realizada de qualquer forma. Para o sindicalista, a proibição é uma tentativa de desarticular o movimento que poderá se transformar em greve.
“O diretor-presidente encaminhou um ofício para nossa entidade, afirmando que está proibida a manifestação na frente do presídio, e que para impedir, deverá convocar o Batalhão de Operações Especiais [Bope], mas sabemos que a rua é um lugar público”, disse Adriano.
O sindicalista informou que a categoria deverá apreciar a prisão dos colegas acusados da morte de Magaiver Batista de Souza, além de discutirem a falta de um acordo para a concessão para o porte de arma, o fornecimento de fardas, a contratação de novos agentes e organização da escala. O presidente do sindicato explicou que os trabalhadores poderão analisar a situação e entrar em greve em pleno carnaval.
“Nosso problema é o administrativo do Iapen que se nega em realizar as melhorias necessárias. Eles só publicaram a abertura de licitação para a compra de novos extintores depois da denúncia veiculada”, detalhou Adriano.
Caso Magaiver
Os agentes penitenciários Roney Cristian, Jerônimo Batista e Daniel Ferreira da Mota foram presos na semana passada a pedido do delegado José Barbosa. De acordo com as investigações da Polícia Civil, os servidores teriam matado no dia 31 de dezembro o rapaz que era acusado de estuprar e matar a enteada de 2 anos. Na época, o Iapen divulgou uma nota informando que o detento teria cometido suicídio. (Freud Antunes)