A reforma no Camelódromo está acelerada e deve terminar em três dias segundo informações do presidente da Comissão das Vítimas com Perda Total, Decreci Lopes. Na última sexta-feira, os comerciantes prejudicados se reuniram com o prefeito Raimundo Angelim e o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, Wolvenar Camargo.
Ainda conforme Decreci - comerciante cujo prejuízo com incêndio ultrapassou os R$ 60 mil –, o prefeito disse, na reunião, que o município não tem condições de ressarcir os prejuízos das vítimas. “Mas ele [Angelim] está nos ajudando muito e está empenhado na recuperação do camelódromo. Não temos o que reclamar da prefeitura”, esclareceu.
E enquanto as lojas não são entregues, os comerciantes que tiveram perda parcial das mercadorias trabalham em barracas improvisadas no calçadão ao lado do terminal urbano. São salões de beleza, relojoarias e vendedores de ervas medicinais.
Quem perdeu tudo ainda está sem poder trabalhar. O presidente da comissão dos lojistas do camelô relatou que há comerciantes ainda em estado de choque. “Minha esposa não se recuperou do trauma de ver nossas coisas perdidas. Um vendedor que tinha uma joalheria ao lado da nossa loja está em tratamento. A pressão dela subiu, e ele precisa ficar medicado o tempo todo. Não está sendo fácil conviver com essa realidade”, desabafou.
Reconstrução
A reconstrução do Camelódromo vai custar aproximadamente R$ 400 mil. A rede elétrica será refeita e readequada para evitar futuros acidentes. E o laudo do Corpo de Bombeiros sai em 30 dias, como informou Decreci Lopes. Provavelmente na próxima quarta-feira, dia 10, o levantamento sobre os prejuízos dos comerciantes será divulgado. (Gilberto Lobo)