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Bolsa-Família:3 mil no Acre perdem benefício
O Acre teve 3.315 benefícios, no universo de 709.904, cancelados do Bolsa-Família neste mês. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, dia 8, pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

O cancelamento engloba os usuários que não atualizaram os dados cadastrais até 31 de outubro do ano passado.  De acordo com o ministério, essa atualização cadastral foi introduzida pelo Decreto 6.392, de 12 de março de 2008, e deve ser feita a cada dois anos.

O processo de revisão cadastral é realizado em parceria com os municípios e funciona como importante mecanismo para melhorar a focalização do Bolsa-Família. O principal programa de transferência de renda do governo federal atende a 12,4 milhões de famílias em todo o país. Os recursos do programa em 2009 somaram R$ 12,4 bilhões.

Para garantir o benefício, as famílias precisam manter os filhos na escola, a agenda de saúde em dia e atualizar seus dados, como renda, endereço e escola dos filhos, pelo menos a cada dois anos.

O Bolsa-Família é um programa de transferência direta de renda que beneficia famílias em situação de pobreza (com renda mensal por pessoa de R$ 70 a R$ 140) e extrema pobreza (com renda mensal por pessoa de até R$ 70). Os valores pagos variam de R$ 22 a R$ 200, de acordo com a renda mensal por pessoa e com o número de crianças e adolescentes de até 15 anos e de jovens de 16 e 17 anos.

Cancelamento deve não ocorrer oficialmente

O anúncio do cancelamento pegou o brasileiro de surpresa por conta das alterações feitas pelo governo federal no dia 23 de dezembro. A mudança faz com que nenhum beneficiário fique prejudicado por não cumprir as normas exigidas para manter o benefício. O presente chegou dez meses antes das eleições presidenciais.

Antes, para ter direito ao benefício, uma família não poderia ter renda acima de R$ 140 per capita. As que ultrapassavam esse limite eram descadastradas. O recadastramento também era obrigatório a cada dois anos. Quem não se recadastrava perdia o benefício.

Hoje, famílias que passaram a ter renda superior a R$ 140 per capita continuarão recebendo o Bolsa-Família até o dia 31 de outubro de 2010, data do segundo turno das eleições. A data também é válida para as famílias que não tenham se recadastrado no prazo devido. (Ana Paula Batalha)
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