A mortandade de peixes na comunidade Arraial do Burros, localizado no km 86 da BR 317, Estrada do Pacífico, na fronteira do Acre com a Bolívia , está assustando colonos e pescadores. O problema já é de conhecimento tanto do Ibama quanto do Imac. Existia a suspeita de que algum produto químico pode ter sido jogado no rio e envenenado os peixes.
De acordo com o chefe do Núcleo de Pesca do Ibama noAcre, Júlio Resende, é comum que alguns peixes morram nos rios, igarapés e açudes nesta época do ano, pois o baixo nível das águas diminui a quantidade de oxigênio. Além disso, as baixas temperaturas são um fator determinante para a mortandade de peixes.
Os técnicos de Ibama e Imac visitaram o local no final de semana para verificar a situação do fato denunciado. Foram registrados vários tipos de peixes que já estavam apodrecendo espalhados em vários locais, outros buscavam oxigênio.
Todo o material coletado será encaminhado ao laboratório para ser investigado e tentar desvendar o que está levando, de fato, os peixes a morrerem. “Todos os anos isso corre o risco de acontecer, em alguns anos o número é maior, outros não. Não descartamos qualquer hipótese, mas é comum a mortandade de peixes nesta época” explicou o Júlio Resende.
Neste período do ano, o verão amazônico faz com que o rio Acre tenha uma vazante muito grande em determinado pontos. Mais de 30 criadores de peixes já reclamaram ao Ibama sobre a mortandade de peixes, principalmente, em açudes. Algumas ações podem ser feitas como medida de diminuir o problema. “É importante que as pessoas nos procurem para se informarem sobre o que fazer para minimizar os problemas causados pelo baixo nível das águas” conclui Julio Resende. (Bruna Lopes)