Na descrição do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o “câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo se espalhar para outras regiões do corpo”.
Ainda dentro da explicação do instituto, quando essas células se dividem, a tendência é que se espalhem rapidamente com potencial agressivo e incontrolável, determinado a formação de tumores malignos. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.
Na explicação meramente científica, não é possível visualizar a dimensão do problema no corpo humano. Essa doença pode deixar o paciente mutilado e com graves sequelas psicológica. Mas, com o avanço do tratamento, o índice de mortalidade vem reduzindo ano a ano.
No Acre, entre os homens, o tipo de câncer mais comum é o de próstata. Só este ano foram 90 casos registrados. E para o ano de 2010, a taxa bruta de incidência de novos casos de tal tipo da doença é de 25, 27 por 100 mil acreanos, segundo estudo do Inca.
Entre as mulheres, o câncer do colo do útero tem a maior incidência. Foram 50 casos em 2010. A estimativa do instituto é de 14,3 registros de lesões que antecedem esse tipo da doença por cada 100 mil mulheres.
E o câncer do colo do útero tem maior registro na Região Norte. São 22 registros por cada 100 mil mulheres. A justificativa é de que as distâncias e a dificuldade de acesso em pontos extremos da região atrapalham o controle do problema.
Mortalidade
Em todo o Brasil, só este ano foram registrados 236.240 novos casos de câncer entre os homens. E nas mulheres, todas as neoplasias chegam 253.030, em 2010. No último registro da mortalidade ligada ao câncer mostra a morte de quase três mil pessoas no Acre, em 2007. O maior número de registros foi em Rio Branco: 1,5 mil, seguido de Cruzeiro do Sul, com 302.
A taxa de mortalidade infantil de crianças até um ano no Estado é de 35,6 por cada mil nascidos vivos, de acordo com dados do Inca. (Gilberto Lobo)