Acre contabiliza mais 10 mortes por covid-19

Cezar Negreiros

Mais 10 mortes por causa da covid-19 e 234 novos contaminados nas ultimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS).  O Estado contabiliza agora 510 óbitos e 19.366 contaminados pela doença nos últimos quatro meses dos primeiros casos importados. Foram registradas cinco mortes na capital acreana, enquanto nos municípios de Plácido de Castro, Acrelândia, Assis Brasil, Feijó e Rodrigues Alves registraram uma morte.

Sendo 5 pessoas do sexo masculino e 5 do feminino, com idades entre 38 e 88 anos. De acordo com os dados disponibilizados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), a primeira vítima era um morador de Feijó que tinha 38 anos, que veio a óbito no último dia 14 deste mês no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), a segunda um rio-branquense que tinha 51 anos que morreu no dia 12 de junho na UPA do Segundo Distrito. A terceira vítima era um morador de Acrelândia que tinha 59 anos, que faleceu no último dia 25 no Hospital Santa Juliana,  a quarta era um aposentado de Rodrigues Alves que tinha 68 anos, que faleceu na última terça-feira (dia 28) no Hospital Regional do Juruá em Cruzeiro do Sul, a quinta era um aposentado de Assis Brasil que tinha 88 anos, que morreu no dia 22 de julho, no Hospital Santa Juliana.

A sexta vítima tinha 50 anos, que veio a óbito no dia 10 de junho no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (INTO-AC), a sétima que tinha 62 anos, faleceu na última terça-feira (dia 28) na mesma unidade hospitalar, a sétima era uma aposentada de 65 anos, que veio a óbito no dia 12 de junho na mesma unidade, mas o exame sorológico saiu recentemente, pra covid-19. A oitava vítima era uma aposentada de Plácido de Castro que tinha 70 anos, que faleceu na última terça-feira (dia 28) no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (INTO-AC), a última tinha 81 anos que veio a óbito no dia 11 de junho deste ano, na UPA do Segundo Distrito.

Proliferação – De acordo com o relatório da Comissão Pró-Índio do Acre (CPI/AC), já passa de mil casos de covid-19 nas aldeias indígena no estado. Mais da metade dos casos confirmados, segundo a entidade,  está nas Terras Indígenas (TIs). Com a falta de testagens em massa, o número de infecções pode ser de 7 a 12 vezes maior que os registrados nos boletins oficiais.

Apontam as medidas de isolamento, do uso de máscaras e a higienização das mãos fundamentais para deter o avanço acelerado da doença nas comunidades indígenas.  O maior temor do movimento alcance  aos povos isolados que vivem na região de fronteira Brasil, com o Peru. Na Terra Indígena Kaxinawá do Rio Humaitá as comunidades estão em alerta, mas não podem ficar por conta e risco, protegendo os isolados, com quem compartilham o mesmo território.  “O Estado precisa comparecer com medidas permanentes de prevenção, atendimento, informação e monitoramento da população de isolados”, defendeu  a coordenadora executiva da CPI-Acre, Vera Olinda Sena, pois a maior preocupação é com a fragilidade do sistema de saúde no interior do Acre.

O levantamento da Sesacre aponta ainda que foram notificados 46.596 casos suspeitos da doença, mas que 26.223 exames descartados, porque a sorologia deu negativa para a doença. Aproximadamente 1.007 exames aguardam a análise laboratorial do Centro Charles Mérieux e do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (LACEN-AC,  número de hospitalizados já chegam em torno de 158 pacientes, muitos deles internados nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), mas os curados chegam a casa dos 13.872 pessoas.