Estado do Acre desponta na cura da tuberculose

Em 2017, foram diagnosticados 69,5 mil novos casos da doença, mas 13 347 pacientes abandonaram o tratamento, segundo os dados disponibilizados, pelo Ministério da Saúde (MS).  A média nacional de cura, no entanto, chega em torno dos 73%, mas o Acre registrou 94,1%, o estado de São Paulo 81,6% e o Amapá 81,7%,  O estado do Acre despontou em primeiro lugar no quesito de cura dos casos de tuberculose registrados no país, conforme relatório divulgado, recentemente pelo MS, em segundo lugar, ficou o estado de São Paulo, seguido do Amapá.

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Somente no ano passado, a Secretaria Estadual de Saúde (Sessacre) diagnosticou 410 novos casos de tuberculose, sendo 15 em pacientes soropositivo. No ano anterior (2016), as secretarias municipais de Saúde registraram 352 novos casos, sendo que sete pacientes eram soropositivo, com o índice de cura chega a casa dos 86,3%. “Apenas 10 pacientes abandonaram o tratamento no ano passado, enquanto em 2016, ficou em oito casos”, revelou a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PCT), Elcenira Farias do Nascimento.

Ressaltou que neste ano, as equipes já diagnosticaram 28 novos casos. Com a campanha realizada recentemente, nos 22 municípios acreanos, os casos deverão crescer significativamente, em comparação com os meses anteriores. “Acreditamos que até abril estaremos divulgado os dados consolidados”, prevê a gestora da Secretaria Estadual de Saúde (Sessacre).

A coordenadora destacou que a capital acreana responde por 80% dos casos de tuberculose, em seguida, a cidade de Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, que diagnosticou 10% dos casos positivos. A tuberculose é uma doença infeciosa que atinge os pulmões, apesar do bacilo de Kock atingir os gânglios, rins, ossos e meninges.”O nosso maior desafio é convencer os pacientes a tomar os medicamentos, sem interrupções ou irregularidade”, alertou.

Esclareceu que duas semanas de tosse seca (interrupta), a pessoas deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. Ao detectar os casos de sorologia positiva, o paciente é submetido ao exame do HIV, para que possa ter acesso aos cockteis virais. “Realizamos uma grande campanha no Terminal Urbano, que foi extensiva as unidades básicas de saúde”, finalizou a coordenadora do programa.

Cezar Negreiros