Acre é destaque de eficiência no ranking de combate ao COVID 19

O Centro de Liderança Pública classificou o Acre como o terceiro estado que melhor combateu a pandemia da Covid-19, até agora. Na frente do Acre só aparecem Maranhão e Amapá. Do outro extremo da tabela, o Rio de Janeiro foi classificado como o pior estado. A tabela é apresentada de forma decrescente, com os estados no final do gráfico se apresentando como os mais eficientes.

O CLP – Liderança Pública é uma organização suprapartidária que busca engajar a sociedade e desenvolver líderes públicos para enfrentar os problemas mais urgentes do Brasil. Há 12 anos, trabalha por um Estado Democrático de Direito de fato, que seja mais eficiente no uso de seus recursos e com respeito à coisa pública.

A última classificação do ranking CLP, cuja série história foi iniciada em maio, foi publicada dia 09. Neste último ranking, Goiás e São Paulo ocuparam o segundo e terceiro lugares, respectivamente. No levantamento, as primeiras posições indicam piores avaliações no enfrentamento à pandemia.

O Maranhão é o estado mais bem classificado, seguido por Amapá e Acre. Esses três estados são os que atuaram com mais eficiência no enfrentamento à pandemia. As informações foram publicadas no Estadão e fazem um paralelo entre todos os outros boletins parciais.

“O principal ponto de atenção fica para o Rio de Janeiro, que segue com altas taxas, e a prioridade da discussão deixou de ser saúde e passa a ser a política. Mostra muito o momento que o Rio vive, e como a população sofre com essa dinâmica que tem sido destaque”, afirma o líder de Competitividade do CLP, José Henrique Nascimento, destacando que o Estado tem a terceira menor nota de transparência do País.

A desaceleração de novos casos de covid-19, por sua vez, é notória, diz. Em um mês, de 9 de setembro a 7 de outubro, houve aumento total de 19% no número de contaminados por milhão de habitantes (pmh) no Brasil, taxa similar ao aumento nos 15 dias anteriores, de 17%.

“Os Estados, em geral, seguem diminuindo as médias móveis de casos e mortes. Aqueles que aparecem nas primeiras posições do ranking é porque tiveram melhoras menores do que os outros”, completa o gestor do CLP.

O RANKING – O ranking foi criado em abril para analisar comparativamente o reflexo de políticas públicas no controle da doença nas 27 unidades da federação e teve sua primeira divulgação em maio, no auge da pandemia no País. De lá para cá, foram dez publicações, mas com a relativa estabilidade da covid-19 no Brasil, o CLP decidiu encerrar a avaliação. Um balanço com os destaques positivos e negativos no combate à doença deve ser divulgado no início de dezembro.