Acre é referência acadêmica pelo trabalho durante alagação


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Mesmo tendo sofrido a maior alagação de sua história, o Acre chamou a atenção do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Medicina Molecular (ICNT-MM) de Minas Gerais pelo trabalho realizado com as famílias que tiveram suas casas alagadas.

Três alunas, sendo duas doutorandas em Medicina Molecular, estão no Acre desde sábado, 4, para pesquisar os impactos causados na saúde mental de crianças e adolescentes a partir dos fenômenos climáticos extremos.

O projeto aborda dois níveis de pesquisa: um de pessoas atingidas pela seca e outro pelas enchentes que assolam alguns estados brasileiros.

Para a psicóloga e doutoranda do Programa de Medicina Molecular, Sabrina Magalhães, o foco do trabalho é entender a vivência desses fenômenos, potencialmente traumáticos, no público mais jovem.

“Em geral, as pessoas ficam estressadas, deprimidas e ansiosas por perderem tudo. Apesar de o Acre ter passado pela pior enchente de sua história, temos nos deparado com depoimentos positivos, de pessoas que passaram por experiências extremas e que estão tendo a oportunidade de começar de novo, de reorganizar suas vidas em um local bem melhor do que antes”.

As conclusões obtidas com a pesquisa servirão para orientar futuras políticas públicas com proposições de estratégias de auxílio a outras regiões do país que passem por situação semelhante. “A ideia é disseminar conhecimentos de experiências que têm dado certo”, afirma.

Além de Sabrina Magalhães, estão trabalhando no projeto o professor Marco Aurélio Romano-Silva, a psicóloga Diana Kraiser e a bióloga Erika Kelmer, do ICNT-MM. No Acre, a pesquisadora contou com a parceria das servidoras Gabriella Asfury, do município de Rio Branco, além de Tatiana Campos, Renata Franco e Ana Flávia Vilela, do Estado. As pesquisadoras permanecem no estado até o próximo fim de semana.