Acre em Foco

Romerito Aquino

Derrubada de Temer

Em pouco mais de seis meses, são muitas as razões que indicam que o movimento nacional pela derrubada do governo golpista do presidente Michel Temer está cada vez mais forte, segundo foi publicado, nesta quinta-feira, pelo Portal Brasil 247, e bastante repercutido nas redes sociais do país.

 

Instabilidade

“Sem charme, sem carisma, nenhum apoio popular, sem ibope na Globo nem na Veja, sem unanimidade nos partidos da base, propostas estapafúrdias, nenhuma ideia de como sair da crise, convenhamos: está fácil derrubar Temer”, argumentou Alex Solnik, colunista do portal, ao falar da crescente instabilidade de Temer no cargo.

 

Delação de Cunha

O colunista aponta três principais razões para prever que pode estar próxima a queda do governo Temer. Uma dessas razões é a possibilidade concreta do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, preso em Curitiba, fazer delação premiada comprometendo criminalmente, com vários fatos, o atual presidente.

 

Vários milhões

Outra grande razão da ameaça ao governo atual é a delação de publicitário Duda Mendonça, noticiada ontem, confessando ter recebido da Odebrecht no exterior, via caixa 2, vários milhões de dólares ganhos na campanha de Skaf ao governo de São Paulo, em 2014, transação que foi intermediada por Temer quando dirigia o PMDB.

 

Delação da Odebrecht

A terceira grande razão da queda do governo do PMDB é a delação-bomba, prestes a explodir, que está sendo fechada pela Lava Jato com o empreiteiro Marcelo Odebrecht, que cita Temer como receptor de dinheiro oriundo de propina estimado em 11,3 milhões de reais e que vai completar a delação de Duda Mendonça.

 

FHC na presidência

Outro destaque no noticiário político ontem foi a publicação do balão de ensaio lançado pelo ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, através de artigo do consultor de marketing Xico Graziano, de sua possível indicação pelo Congresso, no próximo ano, para substituir Michel Temer no comando do país.

 

Fora Temer

Segundo o noticiário, a indicação de FHC pelo artigo do publicitário reflete não apenas as ambições de FHC, como também o reconhecimento, por parte do PSDB, do risco de seguir acoplado até 2018 a Michel Temer, cujo governo até agora só conseguiu produzir como resultado mais recessão e mais desemprego.

 

Traição tucana

Com o título “Volta, FHC”, o artigo testa reações da opinião pública à tese de que só o ex-presidente poderia retirar o Brasil da crise produzida pelo golpe de 2016, que teve participação direta do PSDB, desde a derrota na disputa presidencial de 2014. Para o Portal Brasil 247, Temer, que traiu Dilma, pode ter certeza de que já começa a ser traído pelos aliados tucanos.

 

Fora Renan

Além de Michel Temer, outro político que começou a se complicar ainda mais é o presidente do Senado, Renan Calheiros, devido à decisão aprovada ontem pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (foi pedido vista do processo) de proibir que réu em ação penal na corte não pode ocupar cargo na linha sucessória da Presidência da República.

 

Ação penal

A decisão do STF tem potencial para retirar Renan Calheiros da Presidência do Senado caso o STF aceite converter em ação penal um dos 11 inquéritos criminais que examina contra ele. Se posicionaram a favor da ação proposta pela Rede Sustentabilidade os ministros Marco Aurélio, Edson Fachin, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Mello.

 

Estudantes protestam

Por fim, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Nacional dos Estudantes Secundaristas (Ubes) lançaram ontem nota conjunta considerando que a decisão do governo Temer de adiar para dezembro o Enem nas instituições ocupadas, tenta colocar os estudantes “uns contra os outros para enfraquecer o movimento legítimo das ocupações”.